Mostrando postagens com marcador Escola Dominical. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escola Dominical. Mostrar todas as postagens

Lição 10 - O Pecado do Homem Segundo o Coração de Deus

Lições Bíblicas do 4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 8 de Dezembro de 2019

Áudio Lição Aqui | Subsídios Bíblicos aqui | Auxílio - Professores Aqui
TEXTO ÁUREO
“Porém essa coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do SENHOR.”
(2 Sm 11.27)

VERDADE PRÁTICA
Somente o revestimento da graça divina, na força e no poder do Espírito Santo, pode livrar-nos do pecado – a ofensa premeditada contra Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – 1 Co 6.18
O cristão deve fugir da prostituição
Terça – Gl 5.16
Cheios do Espírito, vencemos a carne
Quarta – Fp 4.5
Em tudo temos de agir com pureza e equidade
Quinta – 1 Jo 3.2
Perseveremos na fé e sejamos semelhantes a Cristo
Sexta – 1 Ts 5.22
Fujamos da aparência do mal
Sábado – Jó 31.1
Cuidado com a cobiça
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Samuel 11.1-18
1 - E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém.
2 - E aconteceu, à hora da tarde, que Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.
3 - E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu?
4 - Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa.
5 - E a mulher concebeu, e enviou, e fê-lo saber a Davi, e disse: Pejada estou.
6- Então, enviou Davi a Joabe, dizendo: Envia-me Urias, o heteu. E Joabe enviou Urias a Davi.
7 - Vindo, pois, Urias a ele, perguntou Davi como ficava Joabe, e como ficava o povo, e como ia a guerra.
8 - Depois, disse Davi a Urias: Desce à tua casa e lava os teus pés. E, saindo Urias da casa real, logo saiu atrás dele iguaria do rei.
9- Porém Urias se deitou à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu à sua casa.
10 - E o fizeram saber a Davi, dizendo: Urias não desceu à sua casa. Então, disse Davi a Urias: Não vens tu de uma jornada? Por que não desceste à tua casa?
11 - E disse Urias a Davi: A arca, e Israel, e Judá ficam em tendas; e Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados no campo; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber e para me deitar com minha mulher? Pela tua vida e pela vida da tua alma, não farei tal coisa.
12 - Então, disse Davi a Urias: Fica cá ainda hoje, e amanhã te despedirei. Urias, pois, ficou em Jerusalém aquele dia e o seguinte.
13 - E Davi o convidou, e comeu e bebeu diante dele, e o embebedou; e, à tarde, saiu a deitar-se na sua cama, como os servos de seu senhor; porém não desceu à sua casa.
14 - E sucedeu que, pela manhã, Davi escreveu uma carta a Joabe e mandou-lha por mão de Urias.
15 - Escreveu na carta, dizendo: Ponde Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra.
16- Aconteceu, pois, que, tendo Joabe observado bem a cidade, pôs a Urias no lugar onde sabia que havia homens valentes.
17 - E, saindo os homens da cidade e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu.
18 - Então, enviou Joabe e fez saber a Davi todo o sucesso daquela peleja.

OBJETIVO GERAL
Conscientizar de que somente o revestimento da graça divina, na força e no poder do Espírito Santo, pode livrar-nos do pecado.

HINOS SUGERIDOS: 13, 116, 316 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Mostrar que Davi era o homem segundo o coração de Deus;
Descrever o ambiente em que Davi pecou;
Qualificar o adultério e o homicídio de Davi.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Não há ambiente ou lugar em que estejamos seguros demais para não pecar. Embora salvos em Cristo, ainda convivemos num corpo não redimido, que aguarda a maravilhosa redenção eterna, onde o nosso corpo mortal dará lugar a um corpo glorioso. Enquanto isso não acontece, cá estamos com as nossas lutas e muitas tribulações. O ponto central desta lição nos incentiva a que estejamos revestidos da graça divina e cheios do Espírito Santo para resistir ao convite do pecado que a todo o momento nos cerca. Sinta-se, portanto, encorajado, ou encorajada, a perseverar na fé, sob a força e o poder do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

A Bíblia não se limita a descrever as façanhas de seus heróis, mas revela igualmente seus pecados, erros e fragilidades. Homens como Noé, Abraão e Jacó cometeram graves faltas na caminhada espiritual (Gn 9.20,21; 20.1-6; 27.19), e a Bíblia não as esconde.  Davi, embora ungido do Senhor, deu lugar ao Diabo, e veio a cometer dois gravíssimos pecados. Por isso, Jesus nos alerta e orar e a vigiar constantemente (Mt 26.41).
A presente lição procura mostrar que ser escolhido de Deus, para algum propósito, não evita a possibilidade de uma eventual (e evitável!) queda. Por essa razão, não podemos descuidar-nos de nossa vida espiritual. É imprescindível estar cheio do Espírito Santo, para não sucumbir aos desejos da carne, atentando seriamente para este conselho de Paulo: fugi da prostituição (1 Co 6.18; Gl 5.16).
 

PONTO CENTRAL
Somente o revestimento da graça divina, na força e no poder do Espírito Santo, pode livrar-nos do pecado.

I – SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

1. O homem segundo o coração de Deus.
A expressão um homem segundo o seu coração fala de alguém que procura agradar ao Senhor. A Bíblia declara que Davi era esse homem (1 Sm 13.14).

Davi era rei que agradava a Deus, porque em tudo priorizava a Sua vontade. Davi sabia esperar; seu coração sentia segundo os sentimentos do Senhor. Ele não se apressava, não agia precipitadamente, não frustrava os planos divinos nem buscava sua própria vontade; mas agia consciente e moderadamente (Fp 4.5). O líder segundo o coração de Deus tem intimidade com o Pai. O Senhor quer nos dar pastores segundo o seu coração (Jr 3.15).

2. Davi era o escolhido de Deus, mas deu lugar ao Diabo.
Davi era o escolhido de Deus, mas, infelizmente, cometeu pecados graves; não foi um exemplo de perfeição absoluta como líder espiritual nem como homem público. A grande diferença entre Davi e Saul foi o arrependimento. O Salmo 51 revela a confissão de Davi, sua súplica por perdão e seu rogo por renovação espiritual. Ele não escondeu as suas transgressões; confessou-as e buscou o perdão.

Enquanto o nosso corpo não for plenamente redimido lutaremos contra a tentação e o pecado. Mas chegará o dia que o que é “mortal se revestirá de imortalidade e o que é corrupto, de incorruptibilidade” (1 Co 15.54). Enquanto isso, trilhemos o caminho da santidade, da oração, da leitura da Bíblia e da fuga da aparência do mal (1 Ts 5.22; 4.12). Deixo, porém, este alerta: é possível, sim, termos uma vida irrepreensível tanto diante de Deus quanto diante dos homens.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O homem segundo o coração de Deus era o escolhido, mas deu lugar ao Diabo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO PEDAGÓGICO

Inicie o estudo desta semana falando a respeito da natureza humana e sua inclinação para o pecado. As Escrituras Sagradas não escondem o lado negativo do ser humano. Certo escritor cristão dizia que, talvez, o pecado original seja a única parte da teologia que pode ser provada empiricamente, isto é, a todo instante o ser humano executa uma ação pecaminosa contra Deus e contra o outro. Por isso, neste primeiro tópico explore um pouco essa reflexão, reforçando a ideia de que só a graça divina, no poder e na força do Espírito Santo, pode-nos demover da prática do pecado. Exorte a sua classe a resistir ao pecado.

II – O AMBIENTE EM QUE DAVI PECOU


1. Criando um ambiente propício ao pecado.
O texto inicia dizendo que Davi não partiu para guerra, quando deveria ter ido (1 Sm 11.1). A indolência do rei era o primeiro passo que lhe preparava para a queda, pois quanto mais tempo desocupado, mais chance de ser tentado. Davi não pecou apenas por ter visto Bate-Seba, mas porque seu olhar foi pecaminoso; ele não procedeu como Jó, que fez concerto com os seus olhos para não pecar (Jó 31.1). No lugar de andar ocioso pelo palácio, Davi deveria ter fugido da aparência do mal.
Ser tentado não é pecado, mas ceder à tentação é. Jesus foi tentado, mas não cedeu à tentação; repreendeu o Diabo com as Escrituras (Mt 4.1; Hb 2.18). A tentação pode vir tanto de fora (do mundo e do Diabo) quanto de dentro de nós (Tg 1.14).

2. Os meios que contribuem para a prática do pecado.
Em geral, quando uma pessoa começa a desejar o pecado, ela aprofunda esse desejo, fecha-se para as coisas de Deus, levando o Espírito Santo a retirar-se dela. Assim foi com Davi. Ele indaga sobre a mulher que se banhava e, por meio de seus poderes reais, ordenou que a buscassem (2 Sm 11.4). Ele mandou buscá-la, mesmo sabendo que se tratava de uma senhora casada.

Nada mais podia detê-lo no caminho do pecado, mesmo a informação de que Bate-Seba era mulher de um dos seus oficiais mais fiéis. Nessas condições, Davi já estava longe de Deus. Todas as ações descritas no texto mostram que ele abriu a porta do coração para o pecado e não desviou os olhos da vaidade (Sl 119.37).
Frente ao mau exemplo de Davi, e de acordo com as Escrituras, o cristão deve fugir do pecado e resguardar-se em Cristo, pois somente nEle é que se consegue vencer os ataques do Maligno.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Davi criou um ambiente propício ao pecado e deu vazão aos meios que contribuem para sua prática.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Quando o inverno e sua estação chuvosa passaram, Davi enviou Joabe e o exército israelita para renovar a guerra contra Amom e estabelecer o cerco à capital, Rabá – porém Davi ficou em Jerusalém
(1) Como teria sido muito melhor se ele tivesse ido com as tropas para o campo de batalha! A ociosidade abre a porta para todos os tipos de tentações. Durante este período, Davi se levantou depois que o calor do dia havia passado, e enquanto caminhava pelo terraço de sua casa, viu uma mulher que se banhava no pátio de sua casa na cidade baixa. A tarde
(2) começava às 3 horas, de acordo com a nossa maneira de medir o tempo, e continuava até depois do escurecer. A consulta do rei tornou o nome da mulher conhecido: Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu
(3). O rei assim tinha o conhecimento completo de que a mulher era casada. Seu esposo era um homem da guarda de elite do rei (23.39). O fato de ser heteu não o impediria de se tornar um seguidor do Deus de Israel, embora este povo estivesse incluído entre os cananeus que deveriam ser expulsos pelos israelitas” (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.244,45).
 
III – O ADULTÉRIO E O HOMICÍDIO DE DAVI

1. Pecado gera pecado.
No Salmo 42.7, é dito que um abismo chama outro abismo. A prática pecado gera mais pecado. Ao tomar ciência de que Bate-Seba estava grávida, Davi engendra um plano.

Para esconder a gravidez adulterina de Bate-Seba, Davi força Urias a deitar-se com a esposa, a fim de se lhe atribuir o filho ali gerado. Ele fez isso por duas vezes, porém, sem sucesso (2 Sm 11.8,10). Em outra tentativa ele se dispõe a embriagá-lo, mas, mesmo assim, Urias não foi para casa (2 Sm 11.13). O oficial se revela um soldado fiel, honrado, leal, contrastando com as atitudes do próprio rei Davi.

Por fim, Davi revela sua face mais cruel: escreve uma carta, e ordena que Urias a entregue a Joabe; na carta, o rei ordena ao general que coloque o valente soldado num front temerário, imprudente e belicamente infrutífero.
Uma das faces do pecado é a dissimulação; leva-nos a situações inimagináveis. Atentemos, pois, para o que o apóstolo disse: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).

2. O homicídio de Davi.
O pecado de Davi vai tomando grandes proporções. O rei entrega Urias nas mãos de Joabe que, por seu turno, coloca-o à frente de uma peleja suicida. Esse ato não matou apenas Urias, mas também outros soldados (2 Sm 11.17). Ao ser informado da morte de seu fiel oficial, Davi se manifestou de modo brando, impassível e calculista, afirmando que tais coisas ocorrem na guerra − a espada ora devora de um lado, ora do outro (2 Sm 11.25).

Davi plantou uma grande injustiça e colherá uma grande amargura. Ele sentirá o peso da espada, enviada da parte de Deus, sobre sua casa. O pecado destrói, transtorna e desfigura espiritualmente uma pessoa. O homem segundo o coração de Deus agora fazia a vontade do Diabo.

3. Davi e seu comandante.
Experiente em guerra, Joabe sabia que o pedido de Davi era uma trama maldosa. Ali, a máscara de Davi cai diante de Joabe. Este não o verá mais como um rei santo, mas como alguém de caráter duvidoso, que acabara de fazer um pedido sujo. Joabe era um assassino, pois havia tirado a vida de Abner (2 Sm 3.26,27). Davi acabara de se igualar ao seu comandante.
O rei de Israel não era mais o rei-modelo, espiritual e excelente. Joabe, não somente poderia blasfemar de Davi, como não mais poderia ser repreendido pelo rei a respeito de Abner (2 Sm 3.28,29).

A história de Davi e seu comandante, Joabe, nos mostra que os servos do Senhor devem proceder fielmente em tudo para que o nome de Cristo não seja blasfemado.

4. A tentativa de Davi para evitar as suspeitas do seu pecado.
Em seu atoleiro pecaminoso, depois de sete dias de luto, imediatamente Davi tomou Bate-Seba como esposa. Ele pensava afastar quaisquer suspeitas de um relacionamento extraconjugal.

É importante dizer que Bate-Seba teve grande participação no pecado de Davi. Ela não se resguardou; mostrou-se pecaminosamente. Era uma mulher ambiciosa, cheia de planos. Isso pode ser comprovado pelo texto de 1 Reis 1.11-31.

Tudo poderia ter passado despercebido perante o povo e logo esquecido, mas o autor sagrado o contraria dizendo: “Porém essa coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do SENHOR” (2 Sm 11.27).

Deus é onisciente, Ele sabe de tudo. Os que pecam às ocultas, pensando que Ele não vê, enganam-se; as Escrituras declaram que “todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13; cf. Sl 33.13,14; 90.8; 139.11,12).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O adultério foi a causa do homicídio executado por Davi.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Davi igual a Saul? (11.4). Em ordenar a Joabe para expor Urias ao perigo, o rei estava usando um meio que Saul usara em um esforço para se desfazer do próprio Davi (cf. 1 Sm 18.24,25). Qual então é a diferença entre Saul e Davi? Cada um sucumbiu à tentação e pecou terrivelmente. A diferença é que, quando descoberto, Saul pediu desculpas e rogou a Samuel para não o expor diante do seu povo. Ele estava mais interessado na opinião pública do que em seu relacionamento com Deus (cf.15.15-24). Em contraste, Davi estava tão interessado em seu relacionamento com o Senhor que tomou a iniciativa e fez uma confissão pública, que podemos ler em Salmo 51. Todos os seres humanos são falhos, e qualquer um de nós pode cair. A maneira como resistimos à tentação e a maneira como lidamos com os nossos pecados são ambos indicadores de santidade” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.210).

CONCLUSÃO

O registro do pecado de Davi revela a perfeita justiça de Deus e de sua Palavra. As Escrituras mostram que a prática do pecado é sempre desastrosa. Portanto, evitemos a ociosidade, desenvolvamos os dons úteis à obra de Deus. Confessemos o nosso pecado, pois quem o oculta, torna-o mais grave ainda. Se este for o seu caso, procure o seu pastor; peça-lhe a ajuda. Quem confessa a sua transgressão e a deixa, alcançará a misericórdia.

PARA REFLETIR
A respeito de “O pecado do homem segundo  o coração de Deus”, responda:

1. O que significa a expressão um homem segundo o coração de Deus?
A expressão um homem segundo o seu coração fala de alguém que procura agradar ao Senhor.

2. Que tipo de rei Davi é em relação a Deus?
Davi é o rei que agrada a Deus porque em tudo ele priorizava a sua vontade.

3. Por que Davi pecou?
Davi não pecou apenas por ter notado Bate-Seba, mas porque seu olhar foi errante; ele não procedeu como Jó, que fez concerto com os seus olhos para não pecar (Jó 31.1).

4. O que o cristão deve fazer para vencer o pecado?
O cristão deve fugir do pecado e se resguardar em Cristo, pois somente nEle é que se consegue vencer os ataques do Maligno.

5. Qual o propósito de Davi tomar Bate-Seba como esposa?
Ele tinha o propósito de que, quando a criança nascesse, fossem afastadas quaisquer suspeitas de um relacionamento extraconjugal.

CONSULTE: Subsídios Bíblicos para esta lição, Clique Aqui



AUXÍLIO PARA O (a) PROFESSOR (a)

O PECADO DO HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

O pecado é uma realidade. Embora salvos pela graça de Deus, seguimos lutando contra ele, mas agora livres por Cristo e capacitado pelo Espírito para não mais nos dobrarmos diante dele. Entretanto, a Palavra de Deus mostra que mesmo uma pessoa que esteja fazendo a vontade de Deus, a partir de um descuido, pode se vê enredado no laço pecaminoso. A lição desta semana traz um entendimento de que somente no poder e na força do Espírito Santo é possível ser livre do pecado. É preciso estar vigilante.

Resumo da lição

Esta lição tem um tríplice objetivo: mostrar que Davi era o homem segundo o coração de Deus; descrever o ambiente em que Davi pecou; qualificar o adultério e o homicídio de Davi. Para atingir os objetivos, o primeiro tópico mostra que o homem segundo o coração de Deus era o escolhido, mas deu lugar ao Diabo. O segundo tópico descreve que Davi criou um ambiente propício ao pecado e deu vazão aos meios que contribuem para sua prática. E o terceiro tópico qualifica o adultério como a causa do homicídio executado por Davi.

Aplicação da lição

Mostre que as Escrituras Sagradas não escondem o pecado do homem. Isso nos traz o entendimento de que devemos confessar os nossos pecados e jamais encobri-los. A melhor maneira de tratar o pecado é chamando-o pelo nome, colocando-o diante do Senhor e tomar a resolução de nunca mais praticá-lo. Para essa obra temos o auxílio do Espírito Santo que intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26).

Oriente aos alunos quanto aos cuidados que se deve tomar para não se dá ocasião ao pecado. É preciso tomar cuidado com ambientes, amizades e demais locais e ocasiões que facilitem a sua prática. É preciso apresentar uma perspectiva de prudência com a nossa vida espiritual. Nosso Senhor, segundos os Evangelhos, recomenda-nos uma vida de vigilância.

Deixe claro que o pecado de adultério ainda é pedra de tropeço para muitos. Ele é grave, sério e extremamente cruel contra a pessoa e a família. Se puder ler com a classe o texto de Provérbios 7.6-27, faça-o. Trata-se de uma narrativa parabólica viva que apresenta a realidade do adultério e sua consequência infame. Ao praticante é lhe dado a alcunha de “jovem displicente”. É exatamente como se comporta a pessoa que pratica o adultério.

Extraído da Revista Ensinador Cristão.  4º trimestre de 2019; CPAD: Rio de Janeiro, 2019

Lição 12 - A Rebelião de Absalão


Lições Bíblicas do 4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 22 de Dezembro de 2019

Áudio Lição Aqui | Subsídios Bíblicos aqui | Auxílio - Professores Aqui
TEXTO ÁUREO
“E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim, furtava Absalão o coração dos homens de Israel.” (2 Sm 15.6)

VERDADE PRÁTICA
A rebelião revela uma natureza depravada e apóstata contra Deus, visando apenas propósitos que contrariam a perfeita vontade divina.
Veja também:
·          Novas Lições da Escola Dominical, Adultos – Aqui
·          Novas Lições da Classe de JovensAqui
·          Auxílios para Professores da Escola DominicalAqui
·          Subsídios Bíblicos para AdultosAqui
·          Áudios Lições - Aqui

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Ef 6.1
Os filhos devem obedecer aos pais
Terça – Ef 6.4
Os pais não podem provocar seus filhos
Quarta – 1 Tm 3.2
O servo de Deus deve ser irrepreensível
Quinta – 1 Pe 5.8
Devemos fechar as portas às obras do Inimigo
Sexta – Mt 12.33
Pelo fruto se conhece a árvore
Sábado – Fp 2.19,20,21
É bom contar com pessoas nobres e fiéis a Deus
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Samuel 15.1-18

1 - E aconteceu, depois disso, que Absalão fez aparelhar carros, e cavalos, e cinquenta homens que corressem adiante dele.
2 - Também Absalão se levantou pela manhã e parava a uma banda do caminho da porta. E sucedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? E dizendo ele: De uma das tribos de Israel é teu servo;
3 - então, Absalão lhe dizia: Olha, os teus negócios são bons e retos, porém não tens quem te ouça da parte do rei.
4 - Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!
5 - Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava.
6-  desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim, furtava Absalão o coração dos homens de Israel.
7 - E aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que votei ao SENHOR.
8 - Porque morando eu em Gesur, na Síria, votou o teu servo um voto, dizendo: Se o SENHOR outra vez me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao SENHOR.
9 - Então, lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom.
10 - E enviou Absalão espias por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão reina em Hebrom.
11- E de Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio.
12 - Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, à sua cidade de Gilo, estando ele sacrificando os seus sacrifícios; e a conjuração se fortificava, e vinha o povo e se aumentava com Absalão.
13 - Então, veio um mensageiro a Davi, dizendo: O coração de cada um em Israel segue a Absalão.
14 - Disse, pois, Davi a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderíamos escapar diante de Absalão. Dai-vos pressa a caminhar, para que porventura não se apresse ele, e nos alcance, e lance sobre nós algum mal, e fira a cidade a fio de espada.
15 - Então, os servos do rei disseram ao rei: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor.
16- E saiu o rei, com toda a sua casa, a pé; deixou, porém, o rei dez mulheres concubinas, para guardarem a casa.
17 - Tendo, pois, saído o rei com todo o povo a pé, pararam num lugar distante.
18 - E todos os seus servos iam a seu lado, como também todos os quereteus e todos os peleteus; e todos os geteus, seiscentos homens que vieram de Gate a pé, caminhavam diante do rei.

OBJETIVO GERAL
Expor que a rebelião revela uma natureza depravada e apóstata contra Deus, visando apenas propósitos que contrariam a sua vontade.

HINOS SUGERIDOS: 88,117, 530 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Descrever o homem Absalão;
Destacar a revolta de Absalão;
Apontar a morte de Absalão.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A lição desta semana aborda sobre a rebelião do filho de Davi. O rei de Israel não poderia imaginar uma traição dessa proporção vinda da própria casa. Uma rebelião vinda de uma pessoa em que lhe é depositada toda a confiança é dolorosa e, num primeiro momento, inimaginável. O relato da rebelião de Absalão mostra o quanto tal atitude pode ser avassaladora. Absalão perdeu a vida; o rei Davi saiu arrasado; e milhares de vidas do exército foram dizimadas. Numa rebelião, todos perdem. Seja na família, na amizade ou nas instituições: ninguém sai ileso desse processo. Que Deus nos livre desse pecado! Que a paz e a unidade marquem a vida do povo de Deus!
 
INTRODUÇÃO

Nesta lição, discorreremos sobre a rebelião de Absalão; não se tratava apenas de uma oposição ou resistência à autoridade, mas da síndrome do poder. O assassinato de seu irmão, Amnom, não foi apenas um feito vingativo, mas a oportunidade de excluir um rival que estava na linha de sucessão ao trono (2 Sm 13.20-39). Absalão era oportunista, perspicaz. Valendo-se de sua beleza física e carisma incomum, procurou derrubar o próprio pai, na esteira das falhas governamentais, buscando apoio nos descontentes, para reinar, prometendo que julgaria a todos com equidade e rapidez.

PONTO CENTRAL
A rebelião revela uma natureza depravada e apóstata contra Deus.

I – O HOMEM ABSALÃO

1. Descrição.
Absalão era o terceiro filho de Davi com Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur, que nascera em Hebrom (2 Sm 3.2,3) – Davi teve seu primeiro filho com Ainoã, Amnon, o primogênito; o segundo com Abigail, Quileabe. Do hebraico, o nome Absalão significa “o pai é da paz” (2 Sm 3.3). Duas coisas o distinguem: seus longos cabelos e sua aparência física, que era sem defeito (2 Sm 14.25).

Absalão era o filho predileto de Davi. Tinha uma vida de luxo, pois estavam a seu dispor um carro e 50 homens que corriam adiante dele. Tinha uma personalidade forte e capacidade para furtar o coração do povo (2 Sm 15.1.6). Biograficamente, há muitos detalhes sobre o homem Absalão, em especial quanto à beleza física, mas nenhum destaque para sua vida espiritual.

2. Em que consistia a causa da revolta de Absalão?
Podemos asseverar que Davi é o grande responsável pelo desastre que aconteceu no seio de sua família, devido às suas faltas. Sua queda enfraqueceu espiritual e moralmente sua família. Assim, primeiramente vem o estupro de Tamar por Amnom, depois a morte deste por Absalão, que teve de fugir e ficar distante do pai por três anos. O retorno de Absalão, por parte da estratégia de Joabe, não foi muito bom, pois, ao retornar, Davi fica sem falar com Absalão por aproximadamente dois anos. Isso resultou em grande ódio e amargura no seu coração para com o pai.
Nada justifica o procedimento errado dos filhos, mas, por vezes, os pais contribuem para que eles tomem o caminho da rebeldia deliberada (cf. Ef 6.4).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Absalão era um homem de aparência “sem defeito”, dotado de personalidade forte e sagacidade para roubar o “coração do povo”.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Ao introduzir a aula desta semana, leve em conta alguns dados biográficos de Abasalão que descrevem um pouco de suas ações, pois eles nos permite conhecer um pouco da personalidade do filho de Davi: “Cinco anos se passaram [após Absalão matar Amnom, seu irmão] até que Davi o [Absalão] reintegrasse totalmente. Mas, Absalão movimentou-se rapidamente para conseguir o trono. Adotando costumes pagãos (que lhe foram ensinados por Talmai?) ele apareceu em público em uma carrugem escoltada por um cortejo de corredores. Ele assegurou a simpatia das dez tribos do norte fazendo-se passar por seu defensor. Dentro de quatro anos [...], sob o pretexto de cumprir um voto, Absalão foi a Hebrom e reclamou o título de ‘rei’ (2 Sm 15.10); em seguida, apoderou-se de Jerusalém para ser sua capital” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.15).


II. A REVOLTA DE ABSALÃO

1. A fraqueza do reinado de Davi.
O que se desenrola nesse capítulo ainda é resquício do pecado cometido por Davi; como falou Natã, sua vida seria marcada por inúmeros problemas (2 Sm 12.10,12). Davi, ao ocultar seu duplo pecado, pôs-se a levar uma vida relaxada tanto espiritual quanto publicamente; ele não estava mais julgando as causas como deveria; os problemas do reino acumulavam-se, aumentando grandemente a insatisfação do povo.

O servo de Deus deve fazer de tudo para proceder corretamente perante Deus e o povo, pois a fragmentação de sua vida moral e espiritual pode abrir portas a uma tempestade incontrolável, levando-o a significativas perdas, daí a exigência de Paulo: “sejamos irrepreensíveis” (1 Tm 3.2).

2. O Absalão político.
Há o registro do plano da insurreição de Absalão em 2 Samuel 15.1-12. Ele trabalhou incansavelmente durante quatro anos para pôr seu plano em prática – a revolta contra seu pai. De duas maneiras Absalão procura impressionar o povo: primeira, se exibindo com carros, cavalos e homens que corriam adiante dele; segunda, a lisonja.

O Absalão político agia da seguinte maneira: demonstrava o espírito de grandeza. Era comum aos reis do Oriente terem servos que iam adiante de seus carros, que, por vezes, variavam de três a quatro homens. Mas Absalão apresentava-se com cinquenta (2 Sm 15.1). Ainda, exercia uma função que não era sua. Ele sentava-se à porta da cidade como juiz, mas não o era. Apresentava as falhas no setor administrativo do rei, dizendo que não havia pessoas capazes indicadas pelo rei para atender ao povo. Depois, fazia falsa bajulação. Ele dispensava algo que era digno a todo filho de rei: reverência, antes demonstrava falsa humildade; tudo não passava de dissimulação. Ainda, falsa devoção a Deus. Dizia que havia feito um voto a Deus, mas tudo era apenas uma ação mentirosa para enganar o rei. Finalmente, habilidade em ser sagaz. As pessoas se deixaram levar por toda essa ação sagaz sem que percebesse seu real significado.

3. Proclamando-se rei.
Absalão foi para Hebrom com permissão de seu pai, mas ele o fez com falso pretexto, para comandar, de lá, seus emissários. Ele preparou esses homens e, ao seu sinal, ao som de trombetas, deveria ser proclamado a todo o Israel: “Absalão reina em Hebrom!”.

Por que Hebrom? Esse jovem sabia que, no seu histórico, Hebrom estava ligada com a monarquia de Israel; foi nela que seu pai fora coroado rei (2 Sm 2.4; 5.3) e que seu reinado durou ali sete anos e meio. Absalão tinha consciência de que havia da parte de Judá um sentimento muito especial por esse lugar; estrategicamente, buscava apoio naquela região. Ele fez um convite especial para duzentas pessoas escolhidas a dedo, que eram de influência, mas não sabiam de nada, e levou também um dos conselheiros do rei Davi, Aitofel. Desse modo, estava montado todo o projeto para a conspiração de Absalão.

4. A lealdade dos servos de Davi.
Ao tomar conhecimento da ação de seu filho Absalão, Davi apronta para fugir. Sem dúvida isso era a consequência da espada que viria sobre sua casa, como fora profetizado.

Ao sair Davi de Jerusalém com seus amigos, a primeira parada que faz é em frente ao Monte das Oliveiras, que tem ligação com a Via Dolorosa (Lc 22.39). Junto com Davi, vai muita gente, mas o texto faz um destaque à lealdade de um estrangeiro de Gate, cujo nome era Itai. Davi insistentemente solicita que ele volte a ter com o rei, Abasalão, o que não o faz, mas se coloca à sua inteira disposição com toda fidelidade, afirmando que ficaria ao seu lado, quer fosse para vida quer para a morte (2 Sm 15.21).

Isso tocou profundamente o coração de Davi, pois tal posicionamento deveria partir, isto sim, do seu filho.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A revolta de Absalão escondia um espírito de grandeza, bajulação, falsa devoção a Deus e sagacidade.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Após um apelo especial a Itai, que parece ser o comandante dos 600 homens, [Davi] liberou-o de qualquer obrigação e rogou a ele e as seus homens que retornassem ao palácio, Davi recebeu a promessa de lealdade de vida e morte de seus guardas. O uso do nome do Deus de Israel na aliança, Yahweh, o Senhor, indicaria que ele era um prosélito da religião hebraica, bem como um leal súdito da coroa. Com esta garantia, e em meio a um luto geral por parte do povo em Jerusalém e suas vizinhanças, Davi e sua companhia atravessaram o Cedrom, o vale que margeava Jerusalém a leste, e se encaminharam para o oriente através do deserto em direção ao Jordão” (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.252).
 
III. A MORTE DE ABSALÃO

1. Coração de pai.
Davi teve de montar seu exército para lutar contra o próprio filho, dividindo-o em três companhias, uma sob a liderança de Joabe, outra, de Abisai, e a última de Itai. Ele se propõe a ir para o combate, mas o povo não permite. Duas coisas importantes devem ser entendidas aqui: a primeira é o valor que o povo via em Davi; sendo ele um grande guerreiro, uma pessoa capaz, ainda que estivesse pagando um alto preço, as pessoas sabiam do seu valor (2 Sm 18.3;1 Sm 18.7; 29.5), e que por causa disso ele era o alvo principal. A segunda é que o povo queria evitar que o próprio pai tivesse que confrontar o filho. Todos viam a dor que Davi sentia ao formar aquele exército, para lutar contra seu filho; por isso, pediu que se tratasse o jovem com brandura.

2. O preço da rebelião de Absalão.
A batalha de Absalão pelo trono, ou seja, sua rebeldia em troca do poder, custar-lhe-ia a vida. Os homens de Davi entraram em combate. A vitória facilitou a vitória de Davi, pelo fato de a floresta, na qual os homens de Absalão embrenharam-se, ser traiçoeira.

Em alguns relatos bíblicos, forças naturais contribuíram para que o povo do Senhor fosse vitorioso, como lama, insetos, doenças, o que prova que Deus age como Ele quer. Vinte mil homens de Absalão foram abatidos (2 Sm 18.7,8). Vendo que estava perdendo a batalha, fugiu sobre um mulo, mas acabou preso nos ramos de um grande carvalho, suspenso pelos cabelos entre o céu e a terra.

Joabe tomou conhecimento da situação de Absalão, irando-se, porque o homem que lhe trouxe a notícia não o matara. O mensageiro lhe disse que não poderia ter feito isso, ainda que fosse para ganhar mil moedas de prata, pois tinha ouvido o pedido do rei. Joabe, então, foi até Absalão e traspassa-o com dardos. Depois disso, o combate termina. O fim de Absalão foi trágico, porque ele agira como usurpador, rebelde; pela lei, deveria morrer (Dt 21.18,21,23; 2 Sm 17.2,4).
Toda rebeldia tem seu preço; por isso o melhor é sempre evitá-la.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A rebelião de Absalão contra o seu pai custou-lhe a vida.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Davi, portanto, se pôs da banda porta (4) de Maanaim enquanto seu povo marchava, e fez seu exército ouvir a ordem que dava aos seus capitães: brandamente tratai por amor de mim ao jovem, a Absalão (5). Da descrição da batalha, somos levados a entender que esta não foi uma ação defensiva da parte de Davi, mas uma investida forte e provavelmente inesperada que fez recuar as forças de Absalão, as quais atravessaram o Jordão para dentro do bosque de Efraim (6), onde ocorreu o combate decisivo. A luta foi sangrenta, e 20.000 homens morreram – talvez de ambos os lados – mais gente perdeu a vida nas gargantas e desfiladeiros das montanhas repletas de bosques do que pela espada” (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.254).

CONCLUSÃO
Com este episódio, aprendemos que a rebelião aborrece a Deus. Evitemos, pois, o pecado da rebeldia; busquemos a sabedoria e a prudência divinas, para que não experimentemos a ira do Deus justo e verdadeiro. Sejamos fiéis e santos.

PARA REFLETIR
A respeito da lição “A Rebelião de Absalão”, responda:

1. Qual o significado do nome Absalão?
Do hebraico, seu nome é “o pai é da paz”.

2. Qual destaque a Bíblia faz sobre Absalão?
Biograficamente há muitos detalhes sobre a pessoa de Absalão, em especial no quesito físico, mas nenhum destaque para sua vida espiritual.

3. O que a fragmentação moral na vida moral e espiritual pode fazer?
O servo de Deus deve fazer de tudo para proceder corretamente perante Deus e o povo, pois a fragmentação na sua vida moral e espiritual pode abrir portas para uma tempestade incontrolável, levando-o a significativas perdas, daí a exigência de Paulo: “sejamos irrepreensíveis” (1 Tm 3.2).

4. Como político, o que Absalão fazia?
O Absalão político agia da seguinte maneira: demonstrava o espírito de grandeza, exercia uma função que não era sua, fazia falsa bajulação, falsa devoção a Deus e tinha a habilidade em ser sagaz.

5. Se toda rebeldia tem o seu preço, o que é melhor fazer?
Toda rebeldia tem seu preço, por isso o melhor é sempre evitá-la.

CONSULTE: Subsídios Bíblicos para esta lição, Clique Aqui



AUXÍLIO PARA O (a) PROFESSOR (a)
A REBELIÃO DE ABSALÃO
A rebelião de Absalão contra o seu pai é uma das narrativas mais chocantes das Escrituras. Ela revela uma natureza depravada e apóstata contra Deus, visando apenas propósitos que contrariam a sua vontade. O que se confirmou claramente na história do jovem Absalão. Essa história mostra uma clara consequência para quem entra por esse caminho.

Resumo da lição

A lição está estruturada em três objetivos, em que o primeiro descreve o homem Absalão; o segundo destaca a revolta de Absalão; e o terceiro aponta a morte do jovem filho de Davi. Para desenvolver esses objetivos, o primeiro tópico descreve Absalão como um homem de aparência “sem defeito”, dotado de personalidade forte e sagacidade para roubar o “coração do povo”. O segundo tópico destaca que a revolta de Absalão escondia um espírito de grandeza, bajulação, falsa devoção a Deus e sagacidade. O terceiro tópico aponta que a rebelião de Absalão contra o seu pai custou-lhe a vida.

Aplicação da lição

A rebelião de Absalão não se tratava somente de oposição ou resistência à autoridade, mas a uma ânsia pelo poder. É isso que a rebelião revela. Muitas vezes que tem inclinação à busca desenfreada pelo poder não consegue esconder a sua falta de disposição à submissão. Esse processo é revelador. Porque na maioria das vezes ele esconde um desejo que ficou por muito tempo guardado, sem se manifestar a real intenção de quem se rebela. Por isso as Escrituras condenam com veemência a rebelião e a sanha pelo poder.

As Escrituras mostram que “a rebelião fala de um retorno ou volta à velha vida de pecado e à adoração aos falsos deuses; hoje em dia, isto seria equivalente ao retorno a uma antiga vida de pecado e idolatria espiritual, isto é, ao materialismo e idolatria espiritual, isto é, ao materialismo e à idolatria de coisas ao invés da adoração a Deus”. As consequências de quem se rebela é evocar “a correção de Deus (Hb 12.6; 1 Co 11.32), e resulta na perda de recompensas (2 Co 5.10; 1 Co 3.15), perda da comunhão (1 Jo 1.7), remoção de um lugar de utilidade (1 Co 5.5; 11.30), e, às vezes, até exige a remoção desta vida pela morte (1 Co 11.30)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD,

Extraído da Revista Ensinador Cristão.  4º trimestre de 2019; CPAD: Rio de Janeiro, 2019