Lição 5 - Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo

“LI√á√ÉO COMENTADA”
Li√ß√Ķes B√≠blicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos
Blog: www.evjair.blogspot.com

Texto √Āureo
“Mas Deus, que √© riqu√≠ssimo em miseric√≥rdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando n√≥s ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo [...].” (Ef 2.4,5)

VERDADE PR√ĀTICA
Por meio da maravilhosa graça divina fomos libertos do pecado, perdoados e salvos da condenação e, ainda, recebemos o direito à vida eterna.
LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Rm 3.21-23
Todos pecaram e encontravam-se longe de Deus
Terça - Is 59.1,2
Os pecados nos afastam de Deus e impedem as nossas ora√ß√Ķes
Quarta - Tg 1.15
A consequência do pecado é a morte
Quinta - Rm 11.30-32
A compaixão divina alcança toda a humanidade
Sexta - Rm 3.24-26
Fomos alcançados pelo favor imerecido de nosso Deus
S√°bado - Mt 5.13-16
Resgatados por Cristo, devemos ser sal da terra e luz do mundo

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE
Efésios 2.1-10

1 - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 - em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência;
3 - entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
4 - Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 - estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6 - e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 - para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que and√°ssemos nelas.

INTRODUÇÃO

A presente seção da Epístola aos Efésios apresenta relevantes aspectos doutrinários da salvação (2.1-10). Nela, o apóstolo descreve a libertação dos pecados como um favor imerecido dado por Deus aos salvos, a fim de que eles desfrutassem de uma nova vida em Cristo.

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ ASPECTOS DOUTRIN√ĀRIOS DA SALVA√á√ÉO.
A doutrina da salvação, chamada de Soteriologia, ocupa-se do estudo do plano salvífico (Ef 1.3-14), da obra de Cristo (Rm 3.24-26), e da aplicação da salvação ao homem (Ef 2.8-10), de acordo com a Escritura.
O QUE √Č A SALVA√á√ÉO?
1. Definição etimológica.
Na l√≠ngua original do Novo Testamento, a palavra sŇćtńďria , al√©m de salva√ß√£o, traz as seguintes significa√ß√Ķes: “liberta√ß√£o de um perigo eminente. Livramento do poder e da maldi√ß√£o do pecado. Restitui√ß√£o do homem √† plena comunh√£o com Deus” (Dicion√°rio Teol√≥gico).

2. Definição teológica.
Doutrina segundo a qual, Deus, em seu insond√°vel amor, ofereceu o seu Unig√™nito para salvar pela gra√ßa, por interm√©dio da f√©, os que o aceitam como o √ļnico e suficiente Salvador (Ef 2.8-10). A salva√ß√£o √© amorosamente inclusiva; contempla a humanidade por inteiro, visto que todos n√≥s, em Ad√£o, ca√≠mos no pecado pela transgress√£o da Lei de Deus; logo: todos precisamos ser resgatados por Cristo. Ler Rm 5.12,17,18; Gl 4.4,5; Is 43.27.
I – A ANTIGA NATUREZA MORTA EM OFENSAS E PECADOS

No in√≠cio da Ep√≠stola, o ap√≥stolo Paulo lembra que antes da regenera√ß√£o est√°vamos mortos em ofensas, pecados e √©ramos por natureza “filhos da ira” (2.1-3).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ REGENERA√á√ÉO.
A regeneração é o ato divino que concede ao penitente que crê uma vida nova e mais elevada mediante união pessoal com Cristo. O Novo Testamento assim descreve a regeneração:

(1) Nascimento. Deus o pai é quem "gerou", e o crente é "nascido" de Deus (1 João 5.1), "nascido do Espírito" (João 3.8), "nascido do alto" (tradução literal de João 3.3,7). Esses termos referem-se ao ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus.

(2) Purificação. Deus nos salvou pela "lavagem" (literalmente, lavatório ou banho) da regeneração". (Tito 3.5.) A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora, recebendo novidade de vida, experiência simbolicamente expressa no ato de batismo. (Atos

(3) Vivificação. Somos salvos não somente pela "lavagem da regeneração", nas também pela "renovação do Espírito Santo" (Tito 3.5; Cl 3.10; Rm 12.2; Ef 4.23; Sl 51.10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.

(4) Cria√ß√£o. Aquele que criou o homem no princ√≠pio e soprou em suas narinas o f√īlego de vida, o recria pela opera√ß√£o do seu Esp√≠rito Santo. (2 Co 5.17; Ef 2.10; Gl 6.15; Ef 4.24; G√™n 2.7.) O resultado pr√°tico √© uma transforma√ß√£o radical da pessoa em sua natureza, seu car√°ter, desejos e prop√≥sitos.

(5) Ressurreição. (Rm 6.4,5; Cl 2.13; 3.1; Ef 2.5, 6.) Como Deus vivificou o barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus pecados e a faz viva para as realidades do mundo espiritual. Esse ato de ressurreição espiritual é simbolizado pelo batismo nas águas. A regeneração é "a grande mudança que Deus opera na alma quando a vivifica; quando ele a levanta da morte do pecado para a vida de justiça" (João Wesley).

1. Nossa condição anterior.
“E vos vivificou, estando v√≥s mortos em ofensas e pecados” diz o primeiro vers√≠culo. A palavra “ofensa”, do grego paraptoma, tem o sentido de “passo em falso de forma deliberada”. O termo para pecado √© “hamartia”, o qual descreve como “aquele que erra o alvo”. Em vista disso, o homem em sua natureza deca√≠da √© diagnosticado como “morto” (2.1), ou seja, uma declara√ß√£o da real condi√ß√£o das pessoas sem Deus. O conceito √© de morte moral e espiritual provocada pelo pecado, que inevitavelmente separa o homem de Deus (Is 59.2; Tg 1.15). Tal qual um corpo inerte, a natureza pecaminosa impede o homem de ouvir e obedecer √† voz de Deus. Quem assim vive est√° morto enquanto “vive” (1 Tm 5.6).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ PECADO.
H√° uma lista extensa de palavras na B√≠blia para designar o pecado: erro, iniquidade, transgress√£o, maldade, impiedade, engano, sedu√ß√£o, rebeli√£o, viol√™ncia, pervers√£o, orgulho, mal√≠cia, concupisc√™ncia, prostitui√ß√£o, injusti√ßa etc., al√©m dos verbos e adjetivos cognatos. Muitos desses termos, e outros similares, est√£o na sombria lista apresentada pelo ap√≥stolo Paulo (Rm 1.29-32; Gl 5.19-21). Mas h√° um termo gen√©rico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chattath, e seu equivalente verbal chatt√° (pronuncia-se hat√°, com “h” aspirado), que literalmente significa “errar o alvo” (Jz 20.16). O substantivo derivado desse termo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irm√£o Caim: “E, sen√£o fizeres bem, o pecado jaz √† porta” (Gn 4.7). O seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento √© hamartia. Essa palavra na Septuaginta traduz 24 termos hebraicos no Antigo Testamento referentes ao pecado.

DOIS TIPOS DE PECADO:
(1) Pecado de comiss√£o - As Escrituras declaram que “o pecado √© a transgress√£o da lei” (1Jo 3.4 — ARA) e que “toda iniquidade √© pecado” (1Jo 5.17). Essa declara√ß√£o √© geralmente conhecida como pecado de comiss√£o, isto √©, quando praticamos aquilo que n√£o dever√≠amos fazer (Mt 15.3; Rm 5.14).

(2) Pecado de omiss√£o - A Palavra de Deus nos ensina ainda que “aquele, pois, que sabe fazer o bem e o n√£o faz comete pecado” (Tg 4.17). Esse pecado √© chamado de omiss√£o, pois consiste em nossa falta de a√ß√£o naquilo que dever√≠amos fazer (Jo 9.41).
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ūüĎČ MORTE MORAL E ESPIRITUAL.
A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e eterna.

(1) Morte f√≠sica - O texto que melhor elucida esta morte √© 2Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morreremos e seremos como √°guas derramadas na terra, que n√£o se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando √© sepultado? Depois de alguns dias, ter√° se desfeito e esva√≠do como √°guas derramadas na terra. E isso que a morte f√≠sica acarreta literalmente.

(2) Morte espiritual - Este tipo tem dois sentidos na perspectiva b√≠blica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela express√£o b√≠blica “morte no pecado”. E um estado de separa√ß√£o da comunh√£o com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu dom√≠nio (Ef 2.1,5). O seu efeito √© presente e futuro. No presente, refere-se a uma condi√ß√£o temporal de quem est√° separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna separa√ß√£o de Deus, o que acontecer√° no Ju√≠zo Final (Mt 25.46).

No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autêntico terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).

3. Morte eterna - √Č chamada a segunda morte, porque a primeira √© f√≠sica (Ap 2.11). Identificada como puni√ß√£o do pecado (Rm 6.23). Tamb√©m denominada castigo eterno. E a eterna separa√ß√£o da presen√ßa de Deus — a impossibilidade de arrependimento e perd√£o (Mt 25.46). Os √≠mpios, depois de julgados, receber√£o a puni√ß√£o da rejei√ß√£o que fizeram √† gra√ßa de Deus e, ser√£o lan√ßados no Geena (Lago de Fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15,33). Restringe-se apenas aos √≠mpios (At 24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da B√≠blia.
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2. Nossas ofensas e pecados.
A m√° conduta “em que, noutro tempo, andastes” √© descrita por Paulo por meio da met√°fora do ato de “andar” (2.2a). Refere-se √†s atitudes erradas adotadas na vida passada do salvo antes da regenera√ß√£o:

2.1. “Andastes, segundo o curso deste mundo” (2.2b).
Os costumes eram praticados conforme o sistema mundano da época, tais como: a imoralidade, o furto e a mentira (4.22-32). Uma constatação de que o salvo não deve tomar a forma do mundo, relativizar o pecado e muito menos ajustar-se à maneira de viver de seu tempo (Rm 12.2).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ MUNDO
Mundo (1Jo 2.15,16) [No Grego cosmos]: Sistema constitu√≠do de pessoas, ideias, leis, institui√ß√Ķes, comportamentos e atividades conduzidos por Satan√°s.
Com a contaminação do pecado, "o cosmos" (1 Jo 5.19) tornou-se um sistema maligno (Ef 2.2; Gl 1.4; 2 Co 4.4), controlado por Satanás, o príncipe deste mundo (Mt 4.8; Jo 14.30; 16.11; 2 Tm 2.26; 1 Jo 5.19). Ele exerce autoridade sobre grande parte das atividades típicas deste mundo e chefia um sistema invisível de maldade e destruição, no qual anjos malignos e homens ao seu serviço fazem direta oposição a Deus (At 8.4), à sua Palavra e ao seu povo (1 Pe 1.18,19; At 26.18).

Tiago 4.4 - A amizade do mundo" √© adult√©rio espiritual, ou seja, infidelidade a Deus e ao nosso compromisso de dedica√ß√£o a Ele (1 Jo 2.15-17; cf. Is 54.5; Jr 3.20). Significa acatar os pecados, os valores e os prazeres malignos do mundo. Deus n√£o aceitar√° semelhante amizade (Mt 6.24), porque √© um Deus zeloso (√äx 20.5; Dt 5.9). Um exemplo de amizade desse tipo √© a participa√ß√£o do crente em sociedades secretas (i.e., a filia√ß√£o a lojas ma√ß√īnicas) que exigem juramentos, ritos e pr√°ticas religiosas antib√≠blicos e comunh√£o com incr√©dulos, coisas essas que est√£o proibidas na Palavra de Deus (Mt 5.33-37; 2 Co 6.14). O crente n√£o pode pertencer a tais sociedades sem transigir com a doutrina crist√£ (2 Pe 3.16), com os padr√Ķes divinos, com o princ√≠pio b√≠blico da separa√ß√£o do mundo (2 Co 6.17,18) e com sua lealdade a Cristo (Mt 6.24).
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2.2. “Andastes, [...] segundo o pr√≠ncipe da potestade do ar” (2.2c). Uma alus√£o a Satan√°s que exerce autoridade sobre os poderes do mal (Jo 12.31). Indica que os agentes malignos t√™m a capacidade de influenciar os homens desobedientes e incr√©dulos (2 Co 4.4). Mais adiante na Carta, Paulo alerta que a nossa luta √© contra tais seres do mal (6.12). Contudo, n√£o √© necess√°rio temer, pois Deus exaltou Cristo acima de todos eles (1.21).

Deus n√£o se mostra apenas misericordioso, mas “abundante em miseric√≥rdia”.

2.3. “And√°vamos fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (2.3).
Refere-se √† inclina√ß√£o para fazer o mal, algo inerente √† natureza humana (Gn 6.5). Est√£o inclu√≠dos aqui os pensamentos pervertidos e a pr√°tica de todos os desejos desordenados da carne. Como resultado, √©ramos “filhos da ira”, isto √©, condenados e desprovidos do favor divino. Paulo sublinha que essa era a nossa condi√ß√£o (4.18). Entretanto, aprouve ao Pai nos eleger e nos predestinar para “filhos de ado√ß√£o” (1.5).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ CARNE.
“Carne” (gr. sarx) √© a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no crist√£o ap√≥s a sua convers√£o, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne n√£o poder√£o herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual cont√≠nua, que o crente trava atrav√©s do poder do Esp√≠rito Santo (Rm 8.4-14; Gl 5.17).

G√°latas 5.19-23 “Porque as obras da carne s√£o manifestas, as quais s√£o: prostitui√ß√£o, impureza, lasc√≠via, idolatria, feiti√ßarias, inimizades, porfias, emula√ß√Ķes, iras, pelejas, dissens√Ķes, heresias, invejas, homic√≠dios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como j√° antes vos disse, que os que cometem tais coisas n√£o herdar√£o o Reino de Deus.
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II РVIVIFICADOS PELA GRAÇA
Por ato de bondade e misericórdia, estando nós ainda mortos em pecados, Deus imensamente nos amou e, por isso, nos vivificou por meio de sua graça.

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ NOS VIVIFICOU
VIVO, VIVIFICAR - Estas palavras antigas significam dar a vida. Deus √© o “juiz dos vivos e dos mortos" (At 10.42; 1 Pe 4.5). A Palavra de Deus √© citada como “viva e eficaz” (Hb 4.12), al√©m de poderosa. Assim como Deus ressuscita os mortos e os vivifica (lhes d√° vida), assim Cristo vivifica aqueles a quem quer (Jo 5.21; Rm 4.17; 8.11). A terceira pessoa da Trindade vivificou a Cristo quando Ele ressuscitou dos mortos (1 Pe 3.18), e vivifica o crente no momento em que este √© regenerado (Jo 6.63; Ef 2.5; Cl 2.13).
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1. Alcançados pela misericórdia e pelo amor divino.
Ap√≥s constatar a situa√ß√£o da humanidade “sob a ira de Deus” (2.3), Paulo passa a descrever os atos divinos de amor e de miseric√≥rdia que alteraram o quadro ca√≥tico da ra√ßa humana. Come√ßando com uma conjun√ß√£o adversativa, o ap√≥stolo declara exultante: “Mas Deus, que √© riqu√≠ssimo em miseric√≥rdia, pelo seu muito amor com que nos amou” (2.4). O ato de miseric√≥rdia implica compaix√£o e simpatia para com os indignos (Rm 11.30-32). A Carta aos Ef√©sios ensina que, ao prover √† humanidade o meio de escape da merecida ira (cf.1.7), Deus n√£o se mostra apenas misericordioso, mas “abundante em miseric√≥rdia”. E essa riqu√≠ssima miseric√≥rdia procede do “seu muito amor com que nos amou”. A B√≠blia enfatiza que foi a magnitude desse amor que motivou a nossa salva√ß√£o (Jo 3.16; 1 Jo 4.9).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ IRA DE DEUS
A ira (gr. orge) de Deus √© uma express√£o da sua justi√ßa e do seu amor. √Č a indigna√ß√£o pessoal de Deus e sua rea√ß√£o imut√°vel diante de todo o pecado (Ez 7.8,9; Ef 5.6; Ap 19.15) causada pelo comportamento in√≠quo do ser humano (√äx 4.14; Nm 12.1-9; 2 Sm 6.6,7) e na√ß√Ķes (Is 10.5; 13.3; Jr 50.13; Ez 30.15), e pela apostasia e infidelidade do seu povo (Nm 25.3; 32.10-13; Dt 29.24-28).

(1) NO PASSADO, a ira de Deus e seu √≥dio ao pecado revelou-se atrav√©s do dil√ļvio (Gn 6-8), da fome e da peste (Ez 6.11ss), do abrasamento da terra (Dt 29.22,23), da dispers√£o do seu povo (Lm 4.16) e de inc√™ndio atrav√©s da terra (Is 9.18,19).

(2) NO PRESENTE, a ira de Deus √© vista quando Ele entrega os √≠mpios √† imund√≠cia e √†s vis paix√Ķes (ver v. 24 nota) e leva √† ru√≠na e √† morte todos quantos persistem em lhe desobedecer (1.18-3.18; 6.23; Ez 18.4; Ef 2.3).

(3) NO FUTURO, a ira de Deus incluir√° a Grande Tribula√ß√£o para os √≠mpios deste mundo (Mt 24.21; Ap 6-19) e um dia vindouro de ju√≠zo para todos os povos e na√ß√Ķes (Ez 7.19; Dn 8.19) "dia de alvoro√ßo e de desola√ß√£o, dia de trevas e de escurid√£o" (Sf 1.15), um dia de presta√ß√£o de contas para os in√≠quos (Rm 2.5; Mt 3.7; Lc 3.17; Ef 5.6; Cl 3.6; Ap 11.18; 14.8-10; 19.15). Por fim, Deus manifestar√° sua ira mediante o castigo eterno sobre os que n√£o se
arrependerem.

(4) A IRA DE DEUS n√£o √© a sua √ļltima palavra aos seres humanos, pois Ele proveu um meio de escape ou salva√ß√£o da sua ira. O pecador pode arrepender-se do seu pecado e voltar-se a Jesus Cristo por f√© (5.8; Jo 3.36; 1 Ts 1.10; 5.9.

O Novo Testamento reconhece uma ira santa que aborrece aquilo que Deus odeia; ira esta evidenciada principalmente no próprio Jesus (Mc 3.5; Jo 2.12-17; Hb 1.9; ver Lc 19.45), em Paulo (At 17.16) e outras pessoas justas (2 Pe 2.7,8; Ap 2.6).
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ūüĎČ DEUS, QUE √Č RIQU√ćSSIMO EM MISERIC√ďRDIA
Experimentar a miseric√≥rdia de Deus significa ser preservado do castigo a que se faz jus. Deus √© o juiz supremo que det√™m o poder para determinar, em √ļltima an√°lise, a puni√ß√£o a quem merece. Quando Ele nos perdoa o pecado e a culpa, experimentamos a sua miseric√≥rdia. Quando recebemos o dom da vida, experimentamos a sua gra√ßa. A miseric√≥rdia divina remove o castigo, ao passo que a sua gra√ßa coloca algo positivo no lugar do negativo. Embora mere√ßamos o castigo, Ele nos d√° a paz e restaura-nos integralmente (Is 53.5; Tt 2.11; 3.5).

"Misericordioso e piedoso √© o SENHOR; long√Ęnimo e grande em benignidade" (SI 103.8). Posto que precisemos ser trazidos da morte para a vida, esses aspectos de Deus s√£o ami√ļde mencionados juntamente nas Escrituras com a finalidade de demonstrar seu inter-relacionamento (Ef 2.4,5; cf. Ne 9.17; Rm 9.16; Ef 1.6).
***


2. Vivificados por sua graça.
Descrevendo as d√°divas divinamente concedidas aos salvos, o ap√≥stolo enfatiza que o amor de Deus nos alcan√ßou “estando n√≥s ainda mortos em nossas ofensas” (2.5a). Isso significa que n√£o √©ramos merecedores desse amor, mas que, mesmo assim, Deus “nos vivificou juntamente com Cristo” (2.5b). Essa frase quer dizer que nascemos de novo (Jo 3.3). N√£o estamos mais mortos, pois Cristo nos deu vida outra vez. Fomos vivificados sem m√©rito algum, tudo foi efetivado por meio da sua gra√ßa, o favor imerecido (2.8,9).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ AMOR DE DEUS.
O amor é aquele atributo de Deus pelo qual Ele se inclina a buscar os melhores interesses de Suas criaturas e a comunicar-se a elas, a despeito do sacrifício que nisso está envolvido; ou, como definição alternativa, o amor de Deus é Seu desejo pelo bem estar desses seres amados e o deleite que tem nisso.

1 Jo 3.16,17 — Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por n√≥s; e devemos dar nossa vida pelos irm√£os. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu irm√£o padecer necessidade e fechar-lhe o seu cora√ß√£o, como pode permanecer nele o amor de Deus?

Veja: 1 Jo 4.8,16; Mt 5.44,45; 1 Jo 4.7; Jo 3.16.

A B√≠blia n√£o somente diz que Deus ama os homens (Ef 2.4; 2 Ts 2.16; 2 Co 9.7), mas que Ele √© amor (1 Jo 4.8,16), isto √©, que o amor √© a pr√≥pria subst√Ęncia do eterno Deus. O seu amor √© como um rio que mana dele mesmo, que √© a fonte do amor. Assim a B√≠blia fala do' 'Deus de amor'' (2 Co 13.11) e tamb√©m do "amor de Deus" (2 Co 13.13).
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ūüĎČ NASCEMOS DE NOVO (JO 3.3).
(1) Jesus ensina a doutrina do novo nascimento (Jo 3.3-7).
 “Jesus respondeu a Nicodemos: Na verdade, na verdade te digo que aquele que n√£o nascer da √°gua e do Esp√≠rito, n√£o pode entrar no reino de Deus.”

NASCER DA √ĀGUA significa passar por uma profunda experi√™ncia de purifica√ß√£o (Ef 5.26). Nascer do Esp√≠rito significa passar por uma profunda experi√™ncia de receber a vida divina. A alma humana precisa ser lavada de toda impureza e vivificada pela vida celestial, antes de estar pronta para o C√©u. Deus nos salvou: 1) pela “lavagem da regenera√ß√£o e 2) da renova√ß√£o do Esp√≠rito Santo” (Tt 3.5).
(2) O mistério do novo nascimento (Jo 3.3).
Nascer de novo (Gr. gennethe anothen) significa ser criado a partir do céu (Lc 1.3). Literalmente, significa que deve haver uma transformação vinda de Deus e uma renovação em justiça e verdadeira santidade para ser salvo (2 Co 5.17-21; Ef 4.22-24; Cl 1.13,14, 20; 2.12-17; 3.1-16).

(3) Nascer da água e do Espírito (Jo 3.3,5).
A frase nascer da √°gua e do Esp√≠rito √© paralelo √† frase nasceu de novo no vers√≠culo 3, portanto, apenas um nascimento est√° √† vista. Sendo assim, tanto o nascer do vers√≠culo 3 quanto o do vers√≠culo 5 referem-se ao “in√≠cio de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10)”.

***
3. Exaltados por sua graça.
O ap√≥stolo dos gentios ainda destaca que o poder de Deus “nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo” (2.6). Observe que a palavra “juntamente” indica que Deus concede ao homem os mesmos benef√≠cios alcan√ßados por Cristo: a ressurrei√ß√£o, a vida eterna e o galard√£o nos c√©us (1 Co 15.3-8,20-25). Assim, ao conceder tais b√™n√ß√£os aos homens, Deus mostrou as “abundantes riquezas da sua gra√ßa” (2.7). Desse modo, ratificamos que a salva√ß√£o e seus privil√©gios s√£o conferidos pela imensur√°vel gra√ßa de Deus, o favor divino imerecido.

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČB√äN√á√ÉOS
BÊNÇÃO - [Do lat. benedictionem] Todo e qualquer bem dispensado por Deus aos que o temem (Dicionário Teológico CPAD).

NOSSAS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS.
O apóstolo descreve que Deus elegeu-nos para sermos santos (Ef 1.4), predestinou-nos para sermos filhos (Ef 1.5), fez-nos agradáveis para si (Ef 1.6), remiu-nos por meio do sangue de Cristo (Ef 1.7), acolheu-nos pela sua vontade redentora (Ef 1.8-12), revelou-nos a Palavra da verdade (Ef 1.13a), selou-nos com o Espírito Santo da promessa (Ef 1.13b) e ainda garantiu a validade dessa promessa (Ef 1.14). E, nesse conjunto de dádivas espirituais, outra vez é possível notar o caráter trinitário da epístola, ou seja, todas as bênçãos provêm de Deus, que planejou a redenção, do Filho, que a realizou, e do Espírito Santo, que a garante. Essas bênçãos conduzem-nos a exclamar como Paulo: "Bendito seja Deus e Pai!".

III РA SALVAÇÃO NÃO VEM DAS OBRAS

Em Ef√©sios 2.8-10, Paulo revela que a salva√ß√£o n√£o depende de obras humanas, “porque pela gra√ßa sois salvos, por meio da f√©” (2.8a). Por√©m, uma vez salvo, o crente deve praticar as boas obras.

1. Graça como meio de salvação.
A “salva√ß√£o” inclui a liberta√ß√£o da morte, da escravid√£o do pecado e da ira vindoura; ao mesmo tempo permite ao salvo desfrutar de todas as b√™n√ß√£os espirituais descritas em Ef√©sios 2.1-7. Portanto, a salva√ß√£o √© o livramento do poder da maldi√ß√£o do pecado e da morte; e a restitui√ß√£o do homem √† comunh√£o com Deus, uma b√™n√ß√£o concedida a todos que recebem Cristo como Salvador (Hb 2.15; 2 Co 5.19).

A palavra “gra√ßa” √© a tradu√ß√£o do grego charis, que significa “favor imerecido” (Rm 3.24). Ela mostra que a iniciativa para tornar poss√≠vel a salva√ß√£o veio da parte Deus. √Č por meio da gra√ßa que Deus ativa o livre-arb√≠trio e capacita o pecador para que responda com f√© ao chamado do Evangelho (Rm 11.6). Todavia, ainda assim o ser humano √© livre para escolher entre dois caminhos (salva√ß√£o e perdi√ß√£o); sua liberdade n√£o foi eliminada e a gra√ßa pode ser resistida (Jo 7.17).

A “f√©” deve ser considerada como a aceita√ß√£o da obra realizada por Cristo em nosso favor. Ela √© a resposta √† gra√ßa de Deus atrav√©s da qual recebemos a salva√ß√£o.

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČLIVRE-ARB√ćTRIO
Deus dotou Ad√£o do livre-arb√≠trio, com o qual ele era capaz tanto de obedecer quanto de desobedecer ao Criador (Gn 2.16,17). O que √© "livre-arb√≠trio"? √Č a faculdade mediante a qual o homem √© dotado de poder para agir sem coa√ß√Ķes externas, e de acordo com sua pr√≥pria vontade ou escolha.
Uma vez que o homem fora criado livre, com capacidade de fazer suas próprias escolhas, como conciliar esse direito com a vontade divina?
Para responder a esta pergunta, precisamos entender a vontade de Deus sob dois aspectos: ela é permissiva e diretiva.

(1) VONTADE PERMISSIVA E LIVRE ARB√ćTRIO.
Deus fez o homem √† sua imagem e semelhan√ßa. O que faz dele um ser moralmente semelhante ao Criador, √© justamente a capacidade de fazer suas pr√≥prias escolhas; inclusive, aquelas que n√£o est√£o de acordo com a vontade divina. Isto √© o que se entende por vontade permissiva. O Eterno tem poder para impedir que o homem fa√ßa o mal ou bem, entretanto, lhe d√° o direito de escolha (Gn 2.15-17; 3; 4.7; Dt 30.15-20; Gl 6.7-10). Na vontade permissiva, a soberania e a onipot√™ncia de Deus n√£o violam o livre-arb√≠trio humano. No √Ęmbito da salva√ß√£o, Deus sabe perfeitamente quem o rejeitar√°, embora jamais interfira nesta decis√£o. A vontade de Deus √© que todos os homens "se √© salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.11). Todavia, como est√° patente em Is 1.19,20; Dt 30.19; Js 24.15; 1 Tm 1.19; 1 Co 10.12, o homem pode rejeitar a salva√ß√£o.

(2) VONTADE DIRETIVA E PREDESTINAÇÃO.
A vontade diretiva de Deus opera em conformidade com sua sabedoria e soberania. Ele rege o curso da história, e controla o universo de acordo com seus eternos propósitos (Sl 33.11; At 2.23; Ef 1.4-9). Tudo o que planejou certamente será executado: "Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?" (Is 43.13). Ler Is 14.26,27.

Absolutamente nada escapa à vontade diretiva de Deus.
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ūüĎČGRA√áA.
Ef 2.8-10 - Os cristãos foram salvos pela graça. A graça de Deus é a fonte de salvação; a fé é o meio para obtê-la, não a causa. "Graça não é tratar a pessoa como merece, nem tratá-la melhor do que merece", escreveu L. S. Chafer. "E tratá-la graciosamente sem a mínima referência aos seus méritos. Graça é amor infinito expressando-se em bondade infinita."
Usa-se, √†s vezes, a palavra "gra√ßa", no sentido √≠ntimo, para indicar a opera√ß√£o da influ√™ncia divina (Ef 4.7) e seus efeitos (Atos 4.33; 11.23; Tiago 4.6; 2 Co 12.9). As opera√ß√Ķes desse aspecto da gra√ßa t√™m sido classificadas da seguinte maneira:

GRA√áA PROVENIENTE (literalmente, "que vem antes") √© a influ√™ncia divina que precede a convers√£o da pessoa, influ√™ncias que produzem o desejo de voltar para Deus. √Č o efeito do favor divino em atrair os homens (Jo√£o 6.44) e convencer os desobedientes. (Atos 7.5). Essa gra√ßa, √†s vezes, √© denominada eficiente, tornando-se eficaz em produzir a convers√£o, quando n√£o encontra resist√™ncia (Jo√£o 5.40; Atos 7.51; 13.46).
A GRAÇA EFETIVA capacita os homens a viverem justamente, a resistirem à tentação, e a cumprirem o seu dever. Por isso pedimos graça ao Senhor para cumprir uma determinada tarefa.
A GRAÇA HABITUAL é o efeito da morada do Espírito Santo que resulta em uma vida plena do fruto do Espírito (Gl 5.22,23).

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ūüĎČ “F√Č”
A f√© em Jesus Cristo √© a √ļnica condi√ß√£o pr√©via que Deus requer do homem para a salva√ß√£o. No Novo Testamento, o verbo pisteu√Ķ ("creio, confio") e o substantivo pistis ("f√©") ocorrem cerca de 480 vezes.

O conceito de fé no Novo Testamento abrange quatro elementos principais:
(1) F√Č SIGNIFICA crer e confiar firmemente no Cristo crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (Rm 1.17). Importa em crer de todo cora√ß√£o (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a Jesus Cristo tal como Ele √© revelado no Novo Testamento.

(2) F√Č INCLUI arrependimento, ou sejam, desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para Deus atrav√©s de Cristo. F√© salv√≠fica √© sempre f√© mais arrependimento (At 2.37,38; Mt 3.2).

c) A f√© inclui obedi√™ncia a Jesus Cristo e √† sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa f√©, por nossa gratid√£o a Deus e pela obra regeneradora do Esp√≠rito Santo em n√≥s (Jo 3.3-6;14.15, 21-24; Hb 5.8,9). √Č a “obedi√™ncia que prov√©m da f√©” (Rm 1.5). Logo, f√© e obedi√™ncia s√£o insepar√°veis (Rm 16.26). A f√© salv√≠fica sem uma busca dedicada da santifica√ß√£o √© ileg√≠tima e imposs√≠vel.

d) A f√© inclui sincera dedica√ß√£o pessoal e fidelidade a Jesus Cristo, que se expressam na confian√ßa, amor, gratid√£o e lealdade para com Ele. A f√©, no seu sentido mais elevado, n√£o se diferencia muito do amor. √Č uma atividade pessoal de sacrif√≠cio e de abnega√ß√£o para com Cristo (Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
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2. Obras como evidência de salvação.
Aqui Paulo usa duas nega√ß√Ķes para endossar a origem da salva√ß√£o: a primeira express√£o “isso n√£o vem de v√≥s” (2.8b) trata da salva√ß√£o pela gra√ßa que prov√©m de Deus; a segunda ratifica que a salva√ß√£o “n√£o vem das obras”, o que indica n√£o se tratar de recompensa de algum ato humano. Essas afirma√ß√Ķes excluem a possibilidade de algu√©m ser salvo por esfor√ßo pessoal.

Como a salva√ß√£o √© uma realiza√ß√£o divina, agora “somos feitura sua, criados em Cristo para as boas obras” (2.10). Uma transforma√ß√£o ocorreu: Agora em Cristo somos uma nova criatura e as coisas velhas passaram (2 Co 5.17). Por isso, se antes o ap√≥stolo usou a met√°fora do andar numa perspectiva negativa – “outrora and√°vamos fazendo obras m√°s” (2.2-3) – agora, por meio de uma perspectiva positiva, somos instados a “andar fazendo boas obras”, n√£o como meio para ser salvo, mas como a evid√™ncia da salva√ß√£o (Ef 2.10c).

COMENT√ĀRIO:
ūüĎČ BOAS OBRAS
Vejamos a import√Ęncia das boas obras para os crentes salvos em Jesus Cristo.

Mateus 5.16: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Atos 9.36: E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.

Romanos 13.3: Porque os magistrados n√£o s√£o terror para as boas obras, mas para as m√°s. Queres tu, pois, n√£o temer a potestade? Faze o bem, e ter√°s louvor dela.

Efésios 2.10: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

I Timóteo 6.18: Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;

Tito 2.14: O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

Tito 3.14: E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos.

CONCLUSÃO

Antes da regenera√ß√£o √©ramos “filhos da ira” e condenados √† perdi√ß√£o eterna. Por ato do amor divino, por meio de sua maravilhosa gra√ßa, nos tornamos “filhos por ado√ß√£o”. Essa gloriosa salva√ß√£o nos foi concedida independente de nossas obras. A partir da salva√ß√£o passamos a praticar boas obras que glorificam a Deus nosso Pai (Mt 5.16).

“LI√á√ÉO COMENTADA”
Li√ß√Ķes B√≠blicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos
Por Ev. Jair Alves | Blog: www.evjair.blogspot.com

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