Despertando o Dom de Deus

Versículo-chave: II Timóteo 1:6 (ARC):

"Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos."


Introdução

A exegese de II Tim√≥teo 1:6 destaca a import√Ęncia de despertar o dom de Deus que reside em cada crente.

Neste versículo, Paulo instrui Timóteo a reavivar o dom que ele recebeu pela imposição das mãos.

Abaixo, detalhamos os principais pontos:

1. ignificado etimológico de "dom"

O termo "dom" na passagem refere-se a uma d√°diva ou capacidade especial concedida por Deus.


 Refer√™ncia B√≠blica:

1 Coríntios 12:4-11 - Aqui, Paulo fala sobre diversos dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo aos crentes.


2. O tipo de dom que Timóteo havia recebido

O texto não especifica o tipo de dom que Timóteo havia recebido, mas, como ele era um pastor e discípulo de Paulo, esse "dom" provavelmente está relacionado a dons espirituais ou ministeriais.


Referência Bíblica:

2 Timóteo 4:5 - Timóteo é exortado a cumprir o seu ministério, o que sugere que ele tinha um papel específico na liderança da igreja.


3. Despertar o dom de Deus em Timóteo

O versículo menciona que o dom de Deus em Timóteo deve ser "despertado". Isso implica que ele já possuía esse dom, mas precisava ativá-lo plenamente.


 Refer√™ncia B√≠blica:

1 Timóteo 4:14 - Aqui, Paulo fala sobre a imposição de mãos como um meio de conceder dons espirituais a Timóteo.

4. O que significa "despertar" em II Timóteo 1:6

"Despertar" neste contexto refere-se a reviver, reativar ou fortalecer o dom que Timóteo já possuía, a fim de usá-lo eficazmente em seu ministério e serviço a Deus e à igreja.


 Refer√™ncia B√≠blica:

Romanos 12:6 - Paulo fala sobre dons diferentes dados a diferentes membros do corpo de Cristo, enfatizando a necessidade de usar esses dons.


5.  Os acontecimentos na vida de Tim√≥teo desde II Tim√≥teo 1:6 at√© o cap√≠tulo 4 de II Tim√≥teo:

1. II Timóteo 1:6: Paulo encoraja Timóteo a "despertar o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos." Isso sugere que Timóteo já possuía um dom espiritual que precisava ser ativado.


2. II Timóteo 2:1-2: Paulo instrui Timóteo a ser um bom soldado de Cristo, a compartilhar o evangelho e a treinar outros para fazer o mesmo. Isso reflete a responsabilidade de Timóteo em seu ministério.


3. II Tim√≥teo 2:15: Paulo exorta Tim√≥teo a "procurar apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que n√£o tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". Isso enfatiza a import√Ęncia de Tim√≥teo usar seu dom para ensinar com precis√£o.


4. II Tim√≥teo 2:24-25: Paulo destaca a necessidade de ser gentil ao ensinar, paciente e capacitado por Deus para instruir os que se op√Ķem. Isso demonstra a abordagem de Tim√≥teo no minist√©rio.


5. II Tim√≥teo 3:14-17: Paulo recorda a Tim√≥teo a import√Ęncia das Escrituras e como elas s√£o √ļteis para o ensino, repreens√£o, corre√ß√£o e instru√ß√£o na justi√ßa. Isso destaca a fidelidade de Tim√≥teo √† Palavra de Deus.


6. II Timóteo 4:1-5: Paulo faz um apelo solene a Timóteo para pregar a Palavra, estar preparado em tempo e fora de tempo, repreender, exortar e instruir com paciência. Ele enfatiza a responsabilidade contínua de Timóteo no ministério.


7. II Timóteo 4:6-8: Paulo compartilha sua própria expectativa da recompensa celestial, destacando que ele completou sua corrida. Isso pode servir de inspiração para Timóteo continuar seu ministério com dedicação.


Essa cronologia destaca o encorajamento de Paulo a Timóteo em relação ao despertar e uso de seus dons espirituais, bem como a responsabilidade contínua de Timóteo em ministrar, ensinar e pregar a Palavra de Deus.

6. Despertando os Dons de Deus: 5 Passos para um Ministério Efetivo

Despertar os dons de Deus e usá-los para o serviço na igreja e na sociedade é uma busca fundamental para muitos crentes, especialmente aqueles que compartilham da perspectiva pentecostal, que valoriza os dons espirituais e ministeriais como um presente divino.

A Bíblia é rica em ensinamentos sobre como desenvolver e empregar esses dons para o bem do corpo de Cristo.

Como exegeta pentecostal, acredito nos dons espirituais e ministeriais e posso sugerir cinco passos para despertar o dom de Deus, com refer√™ncias b√≠blicas e aplica√ß√Ķes pr√°ticas:


1. Busca pela Intimidade com Deus (Passo da Comunh√£o):

Referência: Tiago 4:8 - "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós."

Aplica√ß√£o Pr√°tica: Dedique tempo diariamente √† ora√ß√£o, leitura da B√≠blia e adora√ß√£o para aprofundar sua comunh√£o com Deus. √Č na presen√ßa Dele que os dons espirituais s√£o despertados.


2. Descoberta e Identificação do Dom (Passo da Discernimento):

Refer√™ncia: 1 Cor√≠ntios 12:7 - "A manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um, para o que for √ļtil."

Aplicação Prática: Busque discernimento através da oração e da orientação espiritual para identificar o dom ou dons que Deus lhe concedeu. Conhecer seu dom é essencial para usá-lo eficazmente.


3. Treinamento e Preparação (Passo da Capacitação):

Referência: 2 Timóteo 2:15 - "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar."

Aplicação Prática: Investigue oportunidades de treinamento, estudos bíblicos, mentoria e cursos que o capacitem a usar seu dom de maneira eficaz. Esteja disposto a aprender e crescer.


4. Ativação através do Serviço (Passo da Ação):

Referência: 1 Pedro 4:10 - "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus."

Aplicação Prática: Comece a servir na igreja e na comunidade, aplicando seu dom para abençoar os outros. A ação é essencial para desenvolver e fortalecer seu dom.


5. Crescimento Contínuo e Discernimento (Passo da Maturidade):

Referência: Hebreus 5:14 - "Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto o mal."

Aplicação Prática: Busque continuamente o crescimento espiritual, aprimore seu dom e cultive a capacidade de discernir como usá-lo de maneira alinhada com a vontade de Deus.

Esses passos, fundamentados em referências bíblicas, podem ajudar a despertar e fortalecer os dons espirituais e ministeriais, capacitando os crentes a servirem com eficácia na igreja e na sociedade.


Lembre-se de que cada passo deve ser acompanhado de oração constante e submissão à liderança do Espírito Santo.


Conclus√£o

2 Tim√≥teo 1:6, destaca a import√Ęncia da responsabilidade do crente em cultivar e usar os dons que Deus lhes concedeu para o servi√ßo no reino de Deus.


ūüí° Por EV. Jair Alves

Lição 5 - A missão da igreja de Cristo

Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos 1° trimestre 2024 CPAD REVISTA: O CORPO DE CRISTO - Origem, Natureza e Miss√£o da Igreja no Mundo

Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos 1° trimestre 2024 CPAD

REVISTA: O CORPO DE CRISTO - Origem, Natureza e Miss√£o da Igreja no Mundo

Comentarista: Pr. José Gonçalves

Data da aula: 4 de Fevereiro de 2024

TEXTO √ĀUREO

“E perseveravam na doutrina dos ap√≥stolos, e na comunh√£o, e no partir do p√£o, e nas ora√ß√Ķes.” (At 2.42)

VERDADE PR√ĀTICA

Como o sal fora do saleiro cumpre a sua função de salgar, assim a Igreja quando adora e discípula, testemunha das insondáveis riquezas de Cristo.


LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - 1 Co 1.21

A Igreja e a proclamação das Boas-Novas

Terça - Mt 28.19

A Igreja e o Discipulado

Quarta - Rm 12.1

A Igreja e a verdadeira adoração ao Deus Trino

Quinta - 1 Ts 5.11

A Igreja como uma comunidade edificadora

Sexta - 1 Jo 1.7

A Igreja vivendo o amor fraternal

S√°bado - Rm 12.13

A Igreja como uma comunidade solid√°ria


LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Marcos 16.14-20; Atos 2.42-47

Marcos 16

14   - Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lan√ßou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de cora√ß√£o, por n√£o haverem crido nos que o tinham visto j√° ressuscitado.

15   - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

16   - Quem crer e for batizado ser√° salvo; mas quem n√£o crer ser√° condenado.

17-E estes sinais seguir√£o aos que crerem: em meu nome, expulsar√£o dem√īnios; falar√£o novas l√≠nguas;

18   - pegar√£o nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mort√≠fera, n√£o lhes far√° dano algum; e impor√£o as m√£os sobre os enfermos e os curar√£o.

19   - Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no c√©u e assentou-se √† direita de Deus.

20   -E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles 0 Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Am√©m!


Atos 2

42   - E perseveravam na doutrina dos ap√≥stolos, e na comunh√£o, e no partir do p√£o, e nas ora√ß√Ķes.

43   - Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos ap√≥stolos.

44 - Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.

45   - Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.

46   - E, perseverando un√Ęnimes todos os dias no templo e partindo o p√£o em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de cora√ß√£o,

47   - louvando a Deus e caindo na gra√ßa de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor √£ igreja aqueles que se haviam de salvar.


Hinos Sugeridos: 16, 127, 224 da Harpa Crist√£

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nesta li√ß√£o, temos o prop√≥sito de aprofundar o estudo acerca da miss√£o deixada por Cristo √† sua Igreja. Para tal, vamos refletir nas √ļltimas palavras de Jesus aos seus disc√≠pulos, antes da ascens√£o aos C√©us; nas marcas de uma comunidade de f√© leg√≠tima e solidamente edificada: a genu√≠na adora√ß√£o, como maneira constante de viver e servir a Deus e ao pr√≥ximo. O Mestre dos mestres disse, e ensinou com o pr√≥prio exemplo, que os seus disc√≠pulos seriam conhecidos pelo amor, manifesto em a√ß√Ķes (Jo 13.35). Apenas dessa forma, a Igreja cumpre inteiramente o seu papel de ser sal e luz num mundo imerso em vazio e escurid√£o (Mt 5.13,14).

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Refletir sobre a principal miss√£o da Igreja de Cristo na Terra;

II) Aprofundar o entendimento sobre a adora√ß√£o a Deus e a edifica√ß√£o m√ļtua, como atos cont√≠nuos;

III) Pensar a comunhão fraternal e a atuação social como marca de uma igreja cristã genuína.


B) Motiva√ß√£o: Atrav√©s dos s√©culos, a hist√≥ria da Igreja crist√£ foi marcada por extraordin√°rios testemunhos de f√©, supera√ß√Ķes e vit√≥rias na proclama√ß√£o do Reino de Deus aos perdidos. Entretanto, no Antigo Testamento, vemos um rastro de fracassos e falhas tr√°gicas de uma na√ß√£o que se desviava dos prop√≥sitos do Alt√≠ssimo. Assim, como Asafe, no Salmo 78, conclama o povo escolhido a uma autoan√°lise, a fim de manter-se fiel ao Senhor e n√£o mais desviar-se de seus santos prop√≥sitos, que esta li√ß√£o seja um convite do Esp√≠rito Santo a fazermos o mesmo, enquanto Igreja de Cristo.


C) Sugest√£o de M√©todo: Para esta li√ß√£o em especial, propomos como m√©todo pedag√≥gico uma experi√™ncia para al√©m da teoria. Portanto, sugerimos que nesta aula haja um breve, mas impactante testemunho de algu√©m que tenha sido evangelizado (e quem sabe at√© discipulado na igreja local), contando sobre a import√Ęncia de um disc√≠pulo de Cristo ter obedecido √† “Grande Comiss√£o”, culminando na salva√ß√£o de sua vida terrena e eterna. Quem sabe, com a autoriza√ß√£o de sua lideran√ßa, a classe possa se unir para promover uma sa√≠da de evangelismo, com a√ß√£o social e distribui√ß√£o de cestas b√°sicas em alguma comunidade carente pr√≥xima a igreja.


3.    CONCLUS√ÉO DA LI√á√ÉO

A) Aplica√ß√£o: Enquanto Igreja, representamos Cristo na Terra, somos peregrinos com uma miss√£o. Avancemos nela, dia a dia, perseverando na doutrina dos ap√≥stolos, na comunh√£o, no partir do p√£o, e nas ora√ß√Ķes, at√© que 0 Evangelho do Reino seja pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e ent√£o venha o fim (Cf. Mt 24.14).


4. SUBS√ćDIO AO PROFESSOR

A)    Revista Ensinador Crist√£o. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subs√≠dios de apoio √† Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos. Na edi√ß√£o 96, p.38, voc√™ encontrar√° um subs√≠dio especial para esta li√ß√£o.

B)    Aux√≠lios Especiais: Ao final do t√≥pico, voc√™ encontrar√° aux√≠lios que dar√£o suporte na prepara√ß√£o de sua aula:

1) O texto “A Grande Miss√£o da Igreja de Cristo”, localizado depois do primeiro t√≥pico, aprofunda a reflex√£o a respeito da solene obriga√ß√£o de todo disc√≠pulo crist√£o de anunciar 0 Evangelho em palavras e a√ß√Ķes.

2) O texto “O papel social da Igreja”, ao final do terceiro t√≥pico, enfatiza que a Grande Comiss√£o n√£o invalida o mandamento de amar ao pr√≥ximo, integralmente, isto √©, alma, corpo e esp√≠rito, portanto, lhe fazendo o bem n√£o s√≥ para a eternidade, mas tamb√©m aqui e agora.


PALAVRA-CHAVE: Grande Comiss√£o

INTRODUÇÃO

Nesta li√ß√£o, vamos estudar a miss√£o da Igreja de Cristo.  Veremos que a Igreja √© chamada para proclamar a poderosa mensagem da cruz. Assim, ela cumpre a sua voca√ß√£o de eleita quando participa da Grande Comiss√£o deixada pelo seu fundador, Jesus Cristo (Mt 28.19). Como consequ√™ncia dessa realidade, veremos que a igreja √© uma comunidade adoradora de comunh√£o e, finalmente, √© uma comunidade que exerce um grande papel no presente s√©culo. Portanto, a Igreja de Cristo exerce uma grande miss√£o neste mundo.

I - PREGAÇÃO E INSTRUÇÃO

1. Proclamando as Boas-Novas.

A Igreja foi fundada por Cristo (Mt 16.18) como uma institui√ß√£o para aben√ßoar o mundo. Essa miss√£o √© exercida por meio da prega√ß√£o do Evangelho: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da prega√ß√£o (1 Co 1.21). Ap√≥s ressuscitado, o Senhor Jesus comissionou os disc√≠pulos a pregarem o Evangelho (Mc 16.14-20). Referindo-se a essa miss√£o, Marcos usa o verbo grego Keryss√≥, traduzido como “pregar”, “proclamar”. O sentido √© de um arauto que proclama algo. Esse verbo ocorre 61 vezes no Novo Testamento. √Č o termo usado para mostrar Jo√£o, o batista, “pregando no deserto da Judeia” (Mt 3.1); e Jesus Cristo quando come√ßou a pregar (Mt 4.17).


2.    O objeto da prega√ß√£o.

Outro termo usado com muita frequ√™ncia no Novo Testamento para se referir √† Grande Comiss√£o da Igreja √© euangeliz√ī. Esse verbo ocorre 54 vezes no Novo Testamento e o seu sentido √© o de trazer as Boas-Novas, pregar as Boas-Novas. Nesse aspecto, o objeto das Boas-Novas n√£o se refere a alguma coisa, mas a algu√©m, a uma pessoa. Nesse sentido, os crist√£os primitivos “n√£o cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42). Pregar a Jesus Cristo n√£o √© pregar uma “coisa” ou uma mensagem subjetiva, mas proclamar ao mundo ca√≠do que Ele est√° vivo e pronto para salvar. Pregar a mensagem da cruz √© anunciar o Evangelho do Reino de Deus revelado em Cristo (At 8.12).


3. Discipulando os convertidos.

“Pregar” e “proclamar” √© levar a Palavra de Deus aos que est√£o do lado de fora da Igreja, enquanto que discipular” √© instruir os que est√£o do lado de dentro. O verbo “discipular”, do grego matheteuo, ocorre somente quatro vezes no Novo Testamento, enquanto o substantivo “disc√≠pulo” (gr. mathet√©s) ocorre 261 vezes. O sentido √© o de algu√©m instru√≠do ou treinado em alguma coisa. √Č o termo usado em Mateus 28.19 para designar a Grande Comiss√£o: “Ide, ensinai todas as na√ß√Ķes”. Na verdade, Jesus estava dizendo: “Ide e discipulai”. A Igreja n√£o √© formada apenas por “crentes”, a Igreja √© formada por disc√≠pulos. Algu√©m pode estar na igreja local sem, contudo, ser um disc√≠pulo. Este √© algu√©m que √© capaz de reproduzir e passar para outrem o que aprendeu e vive por meio de Cristo Jesus.


SINOPSE I

A Igreja fundada por Cristo tem o prop√≥sito de aben√ßoar o mundo, por meio da prega√ß√£o do Evangelho e do discipulado, em palavras e a√ß√Ķes.


AUXILIO MISSIOL√ďGICO

A GRANDE MISSÃO DA IGREJA DE CRISTO

A igreja cristã tem a solene obrigação de fazer o seguinte:

1.    Apresentar a Cristo de forma viva, clara, eficaz e persuasiva ao mundo e ao indiv√≠duo como o Salvador enviado por Deus, o Senhor soberano do Universo e futuro Juiz da humanidade.


2. Guiar os povos a uma relação de fé com Jesus Cristo a fim de que possam experimentar perdão dos pecados e renovação de vida. O homem deve nascer novamente, se quiser herdar vida eterna e amizade eterna com Deus.

3. Separar e congregar os crentes atrav√©s da realiza√ß√£o do batismo, estabelecendo-os em igrejas atuantes. O companheirismo constitui uma parte vital da vida crist√£.

4. Firmar os crist√£os na doutrina, nos princ√≠pios e nas pr√°ticas da vida, amizade e servi√ßo crist√£o, ensinando-os a observar todas as coisas. Isso √© instru√ß√£o, a cria√ß√£o de disc√≠pulos crist√£os, a cristianiza√ß√£o do indiv√≠duo.

5. Trein√°-los a viver no Esp√≠rito Santo. J√° que a vida crist√£ cont√©m exig√™ncias e ideais sobrenaturais, ela s√≥ pode ser vivida atrav√©s de uma confian√ßa plena no Esp√≠rito Santo. Se as li√ß√Ķes n√£o forem aprendidas cedo, a vida crist√£ fica cercada de frustra√ß√£o e torpor; a apatia instala-se, ou as pessoas acomodam-se a uma vida crist√£ anormal. Essa √© a trag√©dia de inumer√°veis crist√£os que nem mesmo esperam concretizar os ideais b√≠blicos” (PETERS, George W. Teologia B√≠blica de Miss√Ķes. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.260).

II - ADORAÇÃO E EDIFICAÇÃO

1. Uma comunidade adoradora.

No contexto b√≠blico, a adora√ß√£o significa dar a gl√≥ria que √© devida somente a Deus. √Č tirar a aten√ß√£o de n√≥s mesmos para centrarmos unicamente no Senhor (Mt 4.10). A adora√ß√£o tem a ver com o nosso servi√ßo a Deus. N√£o √© algo que se faz apenas no momento do culto p√ļblico ou privativamente. Tem a ver com nossa maneira de ser, agir e viver. √Č viver a vida para Deus! Esse √© o sentido do termo grego latreia, traduzido como “adorar”. o ap√≥stolo Paulo roga √† igreja que apresente a Deus o seu corpo em “sacrif√≠cio vivo, santo e agrad√°vel a Deus, que √© o vosso culto racional” (Rm 12.1). A palavra “culto” nesse texto traduz o termo grego latreia. O sentido √© o de um servi√ßo prestado a Deus de forma consciente e integral. √Č viver totalmente para o Senhor.


2. Uma comunidade edificadora.

A igreja √© uma comunidade proclamadora, adoradora e edificadora. A palavra grega oikodom√©, traduzida como “edificar”, √© usada no seu sentido literal de construir um edif√≠cio e, metaforicamente, no sentido de crescimento espiritual. No primeiro sentido √© usada por Jesus em refer√™ncia √† casa edificada sobre a rocha (Mt 7.24) e, no segundo sentido, em Ef√©sios 4.12. Nessa √ļltima refer√™ncia, o ap√≥stolo Paulo diz que Deus p√īs na Igreja os ap√≥stolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e mestres para a “edifica√ß√£o do corpo de Cristo”. Este, por exemplo, √© o objetivo dos dons espirituais: trazer edifica√ß√£o √† igreja (1 Co 14.3). Assim, quem fala em l√≠nguas em p√ļblico, sem interpreta√ß√£o, edifica-se a si mesmo (1 Co 14.4); contudo, n√£o edifica a igreja, que n√£o entendeu o que foi dito (1 Co 14.5). Dessa forma, o ap√≥stolo Paulo exorta os crentes a buscarem a edificar “uns aos outros” (1 Ts 5.11).


SINOPSE II

A genu√≠na adora√ß√£o e edifica√ß√£o m√ļtua √© fruto de uma vida de devo√ß√£o e servi√ßo a Deus em cont√≠nuo crescimento.


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III - COMUNHÃO E SOCIALIZAÇÃO

1. A fé na esfera fraternal.

Um dos pilares da Igreja Primitiva estava na comunh√£o (At 2.42). A palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunh√£o”, ocorre 19 vezes no Novo Testamento e o seu sentido √© literalmente de “parceria”, “participa√ß√£o” e "comunh√£o espiritual”. Se somos crist√£os e andamos na luz do Evangelho, devemos viver em comunh√£o (1 Jo 1.7). Onde n√£o h√° comunh√£o entre os crentes, tamb√©m n√£o h√° igreja solidamente edificada. N√£o h√°, portanto, Igreja onde seus membros vivem isolados e n√£o mant√™m comunh√£o uns com os outros.


2. Unidade e Fraternidade.

A igreja do Novo Testamento se expressa por meio da unidade e fraternidade entre seus membros (1 Jo 1.3). Jesus orou pela união fraterna de seus discípulos (Jo 17.21). Um dos grandes males da igreja hodierna está justamente na quebra da comunhão cristã, o que tem provocado grande fragmentação no Corpo de Cristo. Devemos, portanto, nos esforçar por manter a comunhão cristã em nossas igrejas locais (Hb 13.16).


3. A fé na esfera social.

A f√© crist√£ tamb√©m precisa ser expressa na esfera p√ļblica. Ela tem o seu lado social. Se por um lado o substantivo grego koinonia significa “comunh√£o”, por outro lado, o verbo grego koinoneo possui tamb√©m o sentido de “ajuda contributiva e partilha”. √Č usado por Paulo com esse sentido em Romanos 12.13. O sentido nesse texto √© o de socorrer os mais pobres em suas necessidades. O ap√≥stolo Paulo elogiou os Filipenses por serem conscientes da dimens√£o social do Evangelho (Fp 4.15). N√£o se trata apenas de matar a fome dos pobres deixando-os vazios de Deus. √Č o exerc√≠cio da f√© crist√£ na sua integralidade.


A igreja, portanto, não pode exercer sua fé da maneira bíblica esquecendo dos mais carentes ou mais pobres. Jesus ressaltou esse fato (Mt 25.35,36). Que modelo de igreja somos quando poucos têm muito e muitos têm tão pouco? O apóstolo exorta a igreja para atentar para esse fato (Tg 2.15,16).


SINOPSE III

O amor manifesto em a√ß√Ķes √© evidenciado na comunh√£o entre os irm√£os e contribui√ß√£o social da Igreja como express√£o de f√© na esfera p√ļblica.


AUX√ćLIO TEOL√ďGICO

O PAPEL SOCIAL DA IGREJA

O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco com um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive).


N√£o! Deus fez o homem um ser espiritual, f√≠sico e social Como ser humano, o nosso pr√≥ximo pode ser definido como, um corpo-alma em sociedade’. Portanto, a obriga√ß√£o de amar o nosso pr√≥ximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amarmos o nosso pr√≥ximo como Deus o amou (o que √© mandamento para n√≥s), ent√£o, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem--estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. √Č verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comiss√£o para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer disc√≠pulo. E esta comiss√£o √© ainda a obriga√ß√£o da Igreja. Mas a comiss√£o n√£o invalida o mandamento, como se ‘amar√°s o teu pr√≥ximo’ tivesse sido substitu√≠do por, pregar√°s o Evangelho’ Nem tampouco reinterpreta amor ao pr√≥ximo em termos exclusivamente evangel√≠sticos” (STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD. 1995- pp.60,61).


CONCLUSÃO

Vimos que a Igreja de Cristo tem uma grande missão aqui na Terra. Ela foi chamada para ser sal e luz. Como sal ela salgará o mundo com a mensagem da cruz em uma sociedade que está corrompida pelo engano do pecado. Como luz, ela resplandecerá nas densas trevas que cobrem o mundo sem Deus. Ao mostrar Jesus Cristo ao mundo perdido, produzir discípulos e transformá-los em adoradores, a Igreja cumpre com a missão para a qual foi chamada.

REVISANDO O CONTE√öDO

1. Como é exercida a missão da Igreja?

Por meio da prega√ß√£o do Evangelho: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da prega√ß√£o (1 Co 1.21).


2. Qual √© o sentido do substantivo “disc√≠pulo”?

O sentido é o de alguém instruído ou treinado em alguma coisa.


3. O que é a adoração?

No contexto b√≠blico, a adora√ß√£o significa dar a gl√≥ria que √© devida somente a Deus. √Č tirar a aten√ß√£o de n√≥s mesmos para centrarmos unicamente no Senhor (Mt 4.10).


4. Qual √© o sentido da palavra “comunh√£o”?

O seu sentido é literalmente de parceria, participação e comunhão espiritual.


5. O que a igreja não pode esquecer para exercer a sua fé de maneira bíblica?

Para exercer sua fé da maneira bíblica, a igreja não pode esquecer dos mais carentes.

Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos 1° trimestre 2024 CPAD

REVISTAO CORPO DE CRISTO Origem, Natureza e Miss√£o da Igreja no Mundo

Comentarista: Pr. José Gonçalves

Temas das Li√ß√Ķes - Clique e leia

Lição 1- A origem da igreja

Lição 2 - Imagens bíblicas da igreja

Lição 3 - A natureza da igreja

Lição 4 - A igreja e o reino de Deus

Lição 5 - A missão da igreja de Cristo

Lição 6 - Igreja: organismo ou organização?

Lição 7 - O ministério da igreja

Lição 8 - A primeira ordenança da igreja: o batismo

Lição 9 - A segunda ordenança da igreja: a ceia do Senhor

Lição 10 - O poder de Deus na missão da igreja

Lição 11 - O culto da igreja cristã

Lição 12 - O papel da pregação no culto

Lição 13 - Sendo o templo do Espírito

Lição 4 - A igreja e o reino de Deus

Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos 1° trimestre 2024 CPAD REVISTA: O CORPO DE CRISTO - Origem, Natureza e Miss√£o da Igreja no Mundo

Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos 1° trimestre 2024 CPAD

REVISTA: O CORPO DE CRISTO - Origem, Natureza e Miss√£o da Igreja no Mundo

Comentarista: Pr. José Gonçalves

Data da Aula: 28 de Janeiro de 2024

TEXTO √ĀUREO

“[...] O tempo est√° cumprido, e o Reino de Deus est√° pr√≥ximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Mc 1.15)

VERDADE PR√ĀTICA

Pregar a mensagem do Reino de Deus é uma importante missão da Igreja.


LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Sl 47.7

A universalidade do Reino de Deus

Terça - Is 43.15

O Reino de Deus é de natureza teocrática

Quarta - Rm 14.17

O Reino de Deus como realidade presente 

Quinta - 1 Co 6.9,10

O Reino de Deus como realidade futura

Sexta - Ef 1.10

A Igreja como manifestação do Reino de Deus

S√°bado - At 19.8

A pregação do Reino como missão da Igreja


LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Marcos 1.14-17

14 - E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus

15 - e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.

16 - E, andando junto ao mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

17 -E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens.


Hinos Sugeridos: 38, 410, 547 da Harpa Crist√£


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PLANO DE AULA


1. INTRODUÇÃO

Professor(a), a lição desta semana tem como finalidade apresentar a natureza universal do Reino de Deus e a Igreja como parte integrante e representativa desse Reino no mundo. Nesse sentido, a Igreja faz parte da realidade presente do Reino de Deus e, por conseguinte, fará parte também da realidade vindoura.


2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A)    Objetivos da Li√ß√£o:

I) Relacionar a natureza do Reino de Deus com a nação de Israel, bem como o seu propósito com a existência da Igreja;

II) Apontar as dimens√Ķes do Reino de Deus nas realidades presente e futura;

III) Destacar a Igreja como projeto de Deus e express√£o de seu Reino na plenitude dos tempos.


B)    Motiva√ß√£o: Nosso Senhor afirmou que o Reino de Deus n√£o tem apar√™ncia vis√≠vel como se estivesse localizado em uma posi√ß√£o geogr√°fica. Antes, o Reino de Deus, disse Jesus, est√° entre voc√™s (Lc 17.20, 21). Isso significa que a natureza do Reino √© espiritual. Ele se manifesta por meio da justi√ßa, paz e alegria do Esp√≠rito. A maior vit√≥ria do Reino de Deus √© sobre 0 pecado, a morte e Satan√°s.


C) Sugestão de Método: Nesta lição, a classe aprenderá que há uma distinção entre Igreja e Reino de Deus. Ambos possuem características específicas que estão presentes nas Escrituras Sagradas. Para estimular a participação dos alunos, elabore na lousa duas colunas. Em cada uma delas, com a ajuda da classe, relacione as características específicas da Igreja e do Reino de Deus respectivamente. Ao final, ressalte que, nesta lição, vamos estudar com maiores detalhes que 0 Reino de Deus é mais abrangente. A Igreja, porém, está inserida no Reino de Deus.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: A Igreja tem a responsabilidade de transmitir a mensagem do Reino de Deus ao mundo. Essa missão só pode ser alcançada a partir do testemunho vivo dos crentes, que coadune os ensinamentos da Palavra de Deus com um estilo de vida que expresse a prática de boas obras.


4.    SUBS√ćDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Crist√£o. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subs√≠dios de apoio √† Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos. Na edi√ß√£o 96, p.38, voc√™ encontrar√° um subs√≠dio especial para esta li√ß√£o.

B)    Aux√≠lios Especiais: Ao final do t√≥pico, voc√™ encontrar√° aux√≠lios que dar√£o suporte na prepara√ß√£o de sua aula:

1) O texto “O Reino e a Vinda do Filho do Homem”, localizado depois do primeiro t√≥pico, destaca a qualidade invis√≠vel do Reino de Deus, por√©m, presente no que Jesus dizia e fazia;

2) O texto “Jesus Voltar√°”, ao final do terceiro t√≥pico, destaca a import√Ęncia do servi√ßo crist√£o em prol do Reino de Deus enquanto nosso Senhor n√£o retorna para buscar a sua Igreja.


PALAVRA CHAVE: Reino

INTRODUÇÃO

A Bíblia apresenta Deus como um rei (Sl 47.6; 52.7) que exerce o seu governo e domina sobre tudo o que há (Sl 22.28). Sobre o seu reino, governa soberanamente. Nesta lição, apresentaremos uma compreensão do Reino de Deus a partir de sua natureza e da sua relação com a Igreja. Nesse aspecto, mostraremos o reino divino na sua dimensão universal e soberana, bem como sua realidade presente e futura. A Igreja é vista como parte desse reino e, por isso, Deus a estabeleceu para viver, pregar e manifestar a vida do reino divino.

I - A NATUREZA DO REINO DE DEUS

1. O Reino de Deus é universal.

O salmista diz que “Deus √© o Rei de toda a terra” (Sl 47.7) e, da mesma forma, Daniel afirma que Deus domina sobre o reino dos homens (Dn 4.25). Assim, as Escrituras revelam um importante aspecto da natureza do Reino de Deus: a sua universalidade. Deus √© o Rei universal e, como tal, tem dom√≠nio absoluto sobre sua cria√ß√£o, sobre reinos e governos humanos, bem como ' sobre todas as hostes angelicais (Dn 4.35). Isso significa que nada nem ningu√©m est√° fora do seu dom√≠nio (Dn 2.21).


2. A soberania divina e os acontecimentos do mundo.

Observamos que, embora o mundo siga o seu curso, Deus n√£o perdeu nem deixou de exercer dom√≠nio sobre ele, tampouco sobre o universo criado. Um Deus que n√£o tivesse o controle de tudo n√£o seria Deus. Isso n√£o significa dizer que Ele seja a causa de tudo o que acontece no mundo. Significa que, embora os homens e, at√© mesmo o Diabo e seus dem√īnios, tenham liberdade e permiss√£o para agirem neste mundo, contudo, essas a√ß√Ķes n√£o se sobrep√Ķem √† soberania de Deus. Assim Deus domina sobre todos (Sl 103.19).


3. O Reino de Deus, a nação de Israel e a Igreja.

O Antigo Testamento revela que Deus escolheu um povo, Israel, para reinar sobre ele e através dele em um governo soberano e teocrático. Quando Israel estava organizado em um regime tribal, Deus reinava sobre ele (Nm 23.21), de forma soberana, exercendo o seu governo teocrático sobre seu antigo povo (Is 43-15)- Israel, por isso, era um reino sacerdotal (Êx 19-5,6). Dessa forma, quando escolheu Israel, Deus tinha 0 propósito de abençoar essa nação e, por meio dela, todos os povos (Gn 12.1-3; Is 45.21,22). Esse propósito se concretizou na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Davi, que por intermédio de sua morte e ressurreição estabeleceu a Igreja (Ef 2.14; Gl 3-14; 4-28; 1 Pe 2.9).


SINOPSE I

As Escrituras Sagradas revelam a universalidade do Reino de Deus, bem como o seu propósito específico para com Israel e a Igreja.


AUX√ćLIO TEOL√ďGICO

O REINO E A VINDA DO FILHO DO HOMEM (LC 17.20-37)

Jesus explica que o Reino de Deus √© distinto dos reinos com os quais os fariseus est√£o familiarizados. Sua vinda n√£o corresponder√° com sinais vis√≠veis para que ningu√©m possa predizer o tempo exato de sua chegada. As pessoas entendem mal o car√°ter do Reino de Deus, quando dizem: ‘Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali!’ Tais predi√ß√Ķes s√£o arrogantes e mostram-se falsas e decepcionantes as pessoas persuadidas por elas (cf. At 1.6, 7).


Jesus afirma que a fase inicial do Reino n√£o vem desse jeito; de fato, j√° veio (Lc 17-21). Jesus usa a palavra entos para descrever sua presen√ßa — palavra que significa ‘dentro’ de voc√™s ou ‘entre, no meio de’ voc√™s. Jesus est√° falando a fariseus, que sem d√ļvida o rejeitaram. Ele n√£o diria que o reinado de Deus est√° dentro dos cora√ß√Ķes deles. Contudo, o Reino √© um fato hist√≥rico. Jesus quer dizer que o Reino est√° ‘entre v√≥s’ — presente no que Ele faz e diz —, ainda que os fariseus permane√ßam cegos diante dessa realidade (cf. Lc 11.20). Eles esperam ver sinais da vinda do Reino algum dia futuro. Mas n√£o h√° necessidade de procurar sinais futuros da vinda do governo de Deus. Hoje pode-se entrar nele, embora sua consuma√ß√£o final venha depois” (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger (Eds). Coment√°rio B√≠blico Pentecostal - Novo Testamento. Vol. 1 - Mateus-Atos. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.432).

II - A IGREJA E AS DIMENS√ēES DO REINO DE DEUS

1. O Reino de Deus como realidade presente.

Nos Evangelhos, vemos Jesus chamando a aten√ß√£o para a dimens√£o presente do Reino de Deus. Por exemplo, Mateus registra Jesus libertando e curando um endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22). Esse fato extraordin√°rio provocou o ci√ļme e a ira dos fariseus que o acusaram de fazer isso pelo poder de Belzebu (Mt 12.24).


A resposta de Jesus foi reveladora: “Mas, se eu expulso os dem√īnios pelo Esp√≠rito de Deus, √© conseguintemente chegado a v√≥s o Reino de Deus” (Mt 12.28). Nessas palavras do Senhor, vemos um aspecto important√≠ssimo na compreens√£o da identidade do Reino de Deus: a sua realidade presente. Em outras palavras, com advento de Jesus, o Reino de Deus j√° estava presente entre os homens. Nosso Senhor disse que o Reino de Deus havia chegado (Mt 3.2). Logo, esse reino n√£o √© algo subjetivo, mas concreto, real.


2. Onde est√° o Reino de Deus?

O Reino de Deus como realidade presente não está relacionado ao espaço geográfico, mas com a presença de Jesus, pois onde a presença dEle está, o Reino de Deus se manifesta (Lc 17.20,21). Em outras palavras, toda vez que pessoas são salvas (At 8.12), curadas e libertadas do poder do Diabo (At 8.6,7), o Reino de Deus está presente (Rm 14.17; 1 Co 4.20). Ora, o Reino de Deus estava presente no ministério de Jesus, pois Ele mesmo era a manifestação do reino, estava presente no ministério apostólico na Igreja Primitiva e, finalmente, está presente por intermédio da Igreja de Cristo da presente era.


3. O Reino de Deus como realidade futura.

Assim como o Reino de Deus possui uma dimensão presente, ele também possui uma dimensão futura. Esse é 0 aspecto escatológico do Reino de Deus. Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo destaca os tipos de pessoas que ficariam de fora desse reino vindouro (1 Co 6.9,10). Embora o Reino de Deus seja uma realidade presente hoje e mesmo sendo possível já experimentá-la agora (Hb 6.5), contudo, ele se manifestará na sua plenitude na era vindoura (Mt 13.49). O Milênio, o reinado de mil anos sobre a Terra, faz parte dessa dimensão futura do Reino de Deus (Ap 20.1-5).


SINOPSE II

O Reino de Deus possui uma dimensão presente, mas ele também possui uma dimensão futura, ou seja, escatológica.

III - A IGREJA NO CONTEXTO DO REINO DE DEUS

1. A distinção entre Igreja e Reino de Deus.

Deve ser destacado que a Igreja faz parte do Reino de Deus. Contudo, ela não é o Reino de Deus em toda a sua expressão. O Reino de Deus é mais amplo e envolve todo o povo de Deus na Antiga bem como na Nova Aliança. A Igreja, mesmo inserida no contexto do reino, não existia no Antigo Testamento, todavia, o Reino de Deus já existia no Antigo Pacto. Assim como debaixo do Antigo Pacto, em que Israel era a comunidade do reino (Êx 19.5,6), a Igreja é a comunidade do reino no Novo Pacto (1 Pe 2.9).


2. A Igreja expressa o Reino de Deus.

A Igreja foi idealizada e projetada por Deus para ser a expressão de seu reino na plenitude dos tempos (Gl 4.4 cf. Ef 1.10). Ela não é um improviso de Deus nem um remendo que Ele fez na história da salvação. Ela foi projetada e planejada, é a eleita de Deus (Ef 1.4-6; 1 Pe 1.2).

Isso significa que debaixo do Novo Pacto, Deus deu √† Igreja a miss√£o de fazer conhecido o seu plano e projeto de salva√ß√£o para a humanidade. √Č por interm√©dio dela que as insond√°veis riquezas de Cristo se tornaram conhecidas dos principados e potestades (Ef 3.10). Por meio da Igreja que  Reino de Deus ser√° conhecido na Terra.


3. A Igreja e a mensagem do Reino de Deus.

Pregar o Reino de Deus √© a importante miss√£o da Igreja (At 19.8). Falando aos presb√≠teros de √Čfeso, Paulo recordou que pregou a eles o Reino de Deus (At 20.25). Quando j√° prisioneiro em Roma, vemos Paulo “pregando o Reino de Deus” (At 28.31). Os novos na f√© eram conscientizados da realidade do Reino de Deus (At 14.22).


O Reino de Deus √© a mensagem de esperan√ßa feita √†queles que o amam (Tg 2.5). Portanto, pregar a mensagem do reino √© a miss√£o da Igreja. Essa miss√£o s√≥ √© executada quando a igreja local possui uma vis√£o de reino. Isso significa que a igreja sabe o que o Reino de Deus √© e que import√Ęncia ele tem. Quando esse entendimento n√£o √© claro, ent√£o, a igreja local acaba saindo da sua rota e envereda por outros caminhos que a distanciam da sua miss√£o, que √© pregar a mensagem do Reino de Deus. A esse respeito, Jesus foi bem claro em dizer que o seu “Reino n√£o √© deste mundo” (Jo 18.36).


SINOPSE III

O Reino de Deus é mais amplo e envolve todo o povo de Deus em todas as épocas. A Igreja, porém, está inserida no Reino de Deus.


AUX√ćLIO TEOL√ďGICO

JESUS VOLTAR√Ā

“O ensino sobre a Segunda Vinda de Cristo tamb√©m estimula o servi√ßo crist√£o. Os crentes que ardentemente aguardam a volta de Cristo, reavaliam constantemente as prioridades que lhes governam a maneira de viver. Sempre colocam, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justi√ßa. N√£o querem ser surpreendidos tendo as m√£os vazias. Eles sabem que, um dia, todos teremos de comparecer ante o Tribunal de Cristo. Por isso alertam constantemente seus parentes, amigos, conhecidos e os demais pecadores, a que estejam preparados √† vinda do Senhor (Mt 24.45,46; Lc 19.13 e 2 Co 5.10, 11).


Mas como Jesus voltar√°?

Ele voltar√° pessoalmente (Jo 14.3; 21.20-23; At 1.11) e de forma inesperada (Mt 24.32-51; Mc 13.33-37). Ele voltar√° em gl√≥ria (Mt 16.27; 19-28 e Lc 19.11-27) e de maneira vis√≠vel como o anunciou o anjo √† multid√£o no monte da Ascens√£o: ‘Esse Jesus, que dentre v√≥s foi recebido em cima no c√©u, h√° de vir assim como para o c√©u o vistes ir’ (At 1.11). O retomo real, vis√≠vel e literal do Senhor Jesus Cristo a esta terra, exclui qualquer interpreta√ß√£o espiritualizada, como se a sua vinda tivesse ocorrido quando da descida do Esp√≠rito no Pentecoste, ou quando da convers√£o de algu√©m, ou ainda por ocasi√£o da morte do crente” (MENZIES, Willian W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas B√≠blicas: Os Fundamentos da F√© Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 178).


CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos um pouco mais sobre o Reino de Deus. Como disse alguém, a Igreja não é idêntica ao Reino de Deus, pois este é maior do que ela; todavia, a Igreja é o instrumento presente do reino e herdará o reino (2 Pe 1.11). Assim, o Reino de Deus, em sua plenitude, ou na sua manifestação final, incluirá todos os crentes que professaram e professarão sua fé em Cristo, o Filho de Deus.


REVISANDO O CONTE√öDO

1. Qual é o importante aspecto da natureza do Reino de Deus que as Escrituras revelam?

A sua universalidade.

2. O que o Antigo Testamento revela quanto ao Reino de Deus em relação a Israel?

O Antigo Testamento revela que Deus escolheu um povo, Israel, para reinar sobre ele e através dele.

3. Qual é o aspecto importante destacado na lição, a respeito da identidade do Reino de Deus?

A sua realidade presente.

4. Além da dimensão presente do Reino de Deus, qual é a outra dimensão abordada na lição?

O Reino de Deus também possui uma dimensão futura.

5. Explique a distinção entre a Igreja e o Reino de Deus.

A Igreja faz parte do Reino de Deus. Contudo, ela não é o Reino de Deus em toda a sua expressão. O Reino de Deus é mais amplo e envolve todo o povo de Deus na Antiga bem como na Nova Aliança.

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Comentarista: Pr. José Gonçalves

Temas das Li√ß√Ķes - Clique e leia

Lição 1- A origem da igreja

Lição 2 - Imagens bíblicas da igreja

Lição 3 - A natureza da igreja

Lição 4 - A igreja e o reino de Deus

Lição 5 - A missão da igreja de Cristo

Lição 6 - Igreja: organismo ou organização?

Lição 7 - O ministério da igreja

Lição 8 - A primeira ordenança da igreja: o batismo

Lição 9 - A segunda ordenança da igreja: a ceia do Senhor

Lição 10 - O poder de Deus na missão da igreja

Lição 11 - O culto da igreja cristã

Lição 12 - O papel da pregação no culto

Lição 13 - Sendo o templo do Espírito